Notícia

Ageleite - 14/05/2012 - Momento Leite 128


Confira os destaques desta edição

Destaques da edição nº.128 do Momento Leite

 

- RS: Produção de leite cresce mais de 60% em oito anos no Rio Grande do Sul

- Oceania, produção maior pressionam preços para baixo

 

RS: Produção de leite cresce mais de 60% em oito anos no Rio Grande do Sul - A chegada de grandes indústrias leiteiras ao Rio Grande do Sul na última década despertou o ímpeto das cooperativas, que até então não tinham concorrentes. O resultado foi o aumento na produção, que passou de 2,36 bilhões de litros em 2004 para 3,93 bilhões no ano passado. O crescimento foi de 66,5% na produção em oito anos.

A expansão da pecuária de leite também é constante. Há 30 anos, a bacia leiteira estava concentrada no sul do Estado e na região metropolitana de Porto Alegre. Hoje, apenas 90 municípios não investem na atividade.

– O noroeste foi onde a criação mais prosperou, porque os pecuaristas são agricultores natos. Essa cultura de produzir alimento para o gado fez com que a região se destacasse – avalia José Ferreira, presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando).

Outros dois fatores contribuem para que a região produza 70% do leite do Estado. O primeiro é o tamanho das propriedades. Sem grandes áreas, é preciso diversificar, e o leite é uma fonte de renda mensal. Além disso, há a organização das famílias.

– A atividade leiteira é muito desenvolvida por mulheres. Os filhos participam bastante. É uma criação que envolve a família – explica Ferreira.

As estações bem definidas são outro aliado. Com menos estresse climático do que no restante do país, as vacas criadas no Estado têm a segunda maior média produtiva anual, só perdendo para Santa Catarina. Em 2010, segundo o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat), cada animal produzia, em média, 2,43 mil litros de leite por ano.

Isso despertou a atenção de gigantes como a Nestlé, que se instalou em Palmeira das Missões, e a BR Foods, que assumiu o comando da Elegê. Para não perder a briga, cooperativas se reorganizaram, ganharam força e colaboraram para o aquecimento do mercado.

– Hoje produzimos quase quatro bilhões de litros de leite. Teríamos capacidade para chegar a 12 bilhões de litros só investindo na melhoria do manejo – estima Darlan Palharini, secretário executivo do Sindilat. Fonte: RuralBR adaptado pela Equipe Milknet

 

Oceania, produção maior pressionam preços para baixo - A produção de leite na Oceania está maior do que todas as previsões. Na Nova Zelândia os volumes continuam entre 9 e 10% acima do mesmo período de 2011. Na Austrália o percentual está variando entre 4 e 5%, na mesma comparação, embora alguns analistas prevejam que no final a temporada 2011/12, a captação fique ligeiramente abaixo de 4%, em relação ao período anterior. As temperaturas começam a cair, reduzindo as pastagens, tanto em quantidade como em qualidade. No entanto, produtores dos dois países afirmam que o rebanho está em excelentes condições. Mantendo um inverno típico, a próxima temporada começará muito bem. As indústrias trabalham um pouco mais do que o normal. Algumas operações de manutenção foram suspensas. A produção extra aumenta mais a oferta, diante da fraca demanda, e é oferecida no gDT, pressionando os preços para baixo, como ocorreu no último evento.

 

O "Momento Leite" prima pelo respeito e cita todas as fontes das notícias e informações.

 

Para acompanhar os destaques do Momento Leite acesse: www.guiacrissiumal.com.br

Postado: José Valdenir Mallmann
Vídeos