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Clima - 31/10/2018 - Primeiro temporal após granizada histórica assusta crissiumalenses e deixa cidade sem água


Chuva desta quarta faz outubro ser o mês mais chuvoso de 2018 em Crissiumal

Crissiumal ainda convive com o pesadelo do forte temporal de granizo que destruiu milhares de telhados de habitações na madrugada do dia 03 de outubro. Segundo informações, pelo menos mais de uma centena de casas ainda seguem cobertas com lonas, ou de forma provisória.

Na madrugada dessa quarta-feira (31), feriado municipal do Dia da Reforma, os crissiumalenses vivenciaram o primeiro temporal depois do granizo histórico do dia 03.

Por volta das 4h45min, áreas de instabilidade vindas da Argentina provocaram ventos muito intensos, com estimativa de rajadas acima de 60km/k, chuva forte e algumas pedrinhas de gelo em meio. O vento intenso durou mais de 20 minutos, provocando transtornos em telhados, especialmente os cobertos provisoriamente, também levou muita sujeira as ruas. 

Muitos raios forma registrados, faltou luz por mais de uma hora na cidade. e o abastecimento de água consequentemente também foi afetado.

Na estação de captação de água da CORSAN não há energia elétrica, portanto a cidade já tem pontos sem água e não há previsão de normalização.

Somente entre o início do temporal e às 9 horas da manhã a chuva acumulou 82 milímetros no pluviômetro do Guia Crissiumal. O acumulado já faz o mês de outubro ser o mais chuvoso do ano na cidade, com 362 milímetros. Segue chovendo e deve seguir chovendo ao longo da quarta-feira. A chuva só deve cessar completamente em parte da sexta-feira e no domingo.

Em São Gabriel, na Fronteira Oeste, 150 casas foram destelhadas pelo temporal com granizo que atingiu a cidade. Os bairros que registraram mais danos foram o Beira Rio, Promorar, Loteamento Santa Casa, Independência e a região do Lava Pé. A Defesa Civil já entregou cerca de cinco mil metros quadrados de lona às famílias atingidas.

De acordo com secretário de Obras e coordenador municipal da Defesa Civil, a prefeitura está finalizando o levantamento de prejuízos e deve acionar a Defesa Civil do Estado. A prefeitura estuda, inclusive, decretar situação de emergência.

Em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, o Hospital de Vera Cruz ficou alagado, e os pacientes da emergência tiveram que ser transferidos para outras instituições de saúde e para outras alas do hospital. Segundo a Defesa Civil, muitas casas e prédios ficaram destelhados – o número de residências atingidas ainda está sendo verificado pelo órgão.

 

Foto: Guia Crissiumal Arquivo

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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