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Geral - 30/04/2020 - No distanciamento controlado por regiões, Crissiumal foi incluído na região de Ijuí


Município está ao lado de Humaitá, Sede Nova e Santo Augusto, entre outros

No distanciamento controlado divulgado na tarde dessa quinta-feira (30/04) pelo Governo do Estado, Crissiumal ficou incluído na regional de Ijuí.

A divisão leva em conta as coordenadorias regionais de saúde, ficando Crissiumal ao lado dos outros municípios pertencentes a 17ª Coordenadoria, ou seja, ao lado de Ijuí (município sede), Ajuricaba, Augusto Pestana, Bozano, Campo Novo, Catuípe, Chiapetta, Condor, Coronel Barros, Humaitá, Inhacorá, Jóia, Nova Ramada, Panambi, Pejuçara, Santo Augusto, São Martinho, São Valério do Sul e Sede Nova.

Clique no link abaixo para ver todas as divisões:

https://estado.rs.gov.br/upload/arquivos//modelo-de-distanciamento-controlado-do-rs-municipios-por-regioes.pdf

O Estado é dividido em 30 Regionais de Saúde. Para o acompanhamento dos indicadores, o governo uniu algumas delas, a partir de critérios como os hospitais de referência para leitos de UTI, e optou por utilizar 20 regiões no modelo de distanciamento controlado.

Setores como educação, comércio, serviços, indústria, transportes e agricultura, entre outros, terão restrições proporcionais ao nível de segurança do contágio da Covid-19 e o respectivo impacto econômico.

No total, a proposta prevê 12 grupos setoriais e protocolos para 50 atividades, de acordo com o impacto.

Cada nível de distanciamento controlado conterá protocolos diferentes, que ainda estão recebendo sugestões.

Eles envolvem as regras que terão de ser adotadas conforme a bandeira da região e o setor econômico, como, por exemplo, quanto ao funcionamento, se pode ficar aberto ou não; ao horário, com restrições ou não; à triagem (medição de temperatura) dos colabores; quais EPIs são obrigatórios no atendimento, como máscaras e luvas; se devem ter afastamento de grupos de risco, algum tipo de distanciamento mínimo entre pessoas e limitação de pessoas, entre outros.

O governo aguarda sugestões de setores e de entidades para concluir a estratégia, que deve entrar em vigor a partir de 6 de maio.

Enquanto isso não ocorre, confira a seguir seis perguntas e respostas sobre o que já se sabe e o que ainda não se sabe a respeito das medidas.

1) Sou comerciante em Santa Maria. Como sei se vou poder manter meu negócio aberto?

Isso dependerá da classificação de risco do município quando entrar em vigor o novo modelo e das características do seu negócio. Hoje, Santa Maria teria bandeira laranja, segundo concluiu o governo do Estado a partir do cruzamento de uma série de dados. Isso significa "risco médio". Mas ainda não é possível afirmar se a sua loja poderia abrir de forma normal ou com restrições ou se teria de fechar, porque o modelo ainda não está totalmente pronto. O governo espera sugestões dos diferentes setores para detalhar os protocolos que terão de ser adotadas nas diferentes atividades. Esses protocolos é que vão dizer o que cada empresário terá de fazer, conforme a sua área de atuação.

2) E se a minha região receber bandeira vermelha, o que acontece?

Por enquanto, o novo modelo de distanciamento ainda não está valendo, mas o governador Eduardo Leite já anunciou, por exemplo, que as regiões de Passo Fundo e Lajeado (as únicas do Estado que hoje receberiam bandeira vermelha) terão o comércio obrigatoriamente fechado a partir desta sexta-feira (1°) por segurança. Os dois municípios representam atualmente os casos de maior avanço e de maior risco do coronavírus. Ainda não está claro se essa mesma medida valeria para outros municípios na faixa vermelha. 

3) E se alguma região receber bandeira preta?

Hoje, nenhuma região do Estado teria a bandeira preta. Ela servirá para designar áreas de altíssimo risco, em situação grave. Nesse caso, deverá ser imposto o lockdown, isto é, fechamento geral e confinamento obrigatório, como na Lombardia (Itália). 

4) Como o governo vai definir qual será a cor da bandeira de cada região?

Com base em dois critérios, com pesos iguais: propagação da doença e capacidade de atendimento, compostos por 11 indicadores. Esses indicadores incluem, por exemplo, número de novos casos de covid-19, óbitos e leitos de UTI disponíveis em cada região. Conforme o resultado desse cruzamento de dados e de cálculos matemáticos, os técnicos definirão a cor da bandeira.

5) Por que não tem bandeira verde?

Inicialmente, a intenção do governo era adotar as cores verde, amarelo, laranja e vermelho, mas os técnicos chegaram a duas conclusões: 1) como hoje não há nenhuma região blindada ao coronavírus e também não há a perspectiva de retorno integral à normalidade, a cor verde, por enquanto, é considerada desnecessária; e 2) os técnicos entenderam que fazia mais sentido criar uma categoria para definir a situação crítica.

6) O que garante que esse modelo vai funcionar?

Isso dependerá do rigor dos dados e da qualidade do monitoramento feito pelo Estado, do apoio dos diferentes setores econômicos e da conscientização da população. O governo argumenta que será possível adotar o modelo com segurança porque já há um histórico do comportamento do vírus no RS, uma base de dados confiáveis (incluindo a pesquisa sobre a prevalência do vírus liderada pela Universidade Federal de Pelotas) e um novo sistema de controle de leitos, envolvendo cerca de 300 hospitais. 

Para saber mais sobre o Decreto que o Governo do Estado publicará na próxima semana clique no link abaixo:

https://estado.rs.gov.br/governo-publica-decreto-em-carater-transitorio-para-funcionamento-do-comercio

Fonte: Guia Crissiumal

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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