Previsão de alta varia entre 1,13 e 3,81%, dependendo do nÃvel de concorrência de cada produto

Os preços de medicamentos ao consumidor devem subir entre 1,13 e 3,81% a partir do dia 1º de abril. A previsão é da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) que é responsável por divulgar a lista de preços máximos permitidos para o varejo de fármacos no Brasil. Os índices oficiais do reajuste deverão ser divulgados a partir desta terça-feira pelo órgão e poderão ser aplicados pelos estabelecimentos comerciais a partir da quarta-feira.
A resolução do órgão divide os medicamentos em três níveis de reajuste, conforme o grau de concorrência. Os percentuais previstos são os seguintes:
A medida tende a afetar principalmente o preço dos medicamentos genéricos e similares, considerados de alta concorrência e, por esse motivo se encaixam na faixa com maior reajuste percentual previsto, enquanto os de menor teto regulatório (medicações inovadoras ou exclusivas), podem sofrer aumento máximo de 1,13%, conforme a previsão.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul (Simprofar RS), Leobar Rehbein, adverte, no entanto, que o CMED estabelece os valores máximos permitidos para venda de cada categoria de medicamentos e, que apesar de o órgão estabelecer as alíquotas, o reajuste real deverá depender da estratégia de venda de cada estabelecimento.
“Embora o reajuste passe a ser autorizado a partir de abril, sua aplicação não é obrigatoriamente imediata nem uniforme. Portanto, o comportamento mais comum é de repasse escalonado ao longo do ano, e não um aumento linear imediato”, destaca o dirigente da entidade.
O cálculo leva em consideração quatro indicadores principais. O primeiro deles e componente mais relevante, é referente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador da inflação oficial, que alcança o patamar de 3,81% no acumulado dos últimos 12 meses (março de 2025 a fevereiro de 2026). O segundo fator diz respeito ao ganho de produtividade do sertor, enquanto o terceiro considera os custos específicos do setor farmacêutico (câmbio e insumos) e, por último, a concorrência do medicamento.
Conforme a avaliação do presidente do sindicato, o impacto no varejo tende a ser “moderado e heterogêneo” uma vez que o reajuste é considerado relativamente baixo em termos históricos, o mercado é altamente competitivo, o que freia o repasse integral ao consumidor e as diferentes estratégias comerciais adotadas pelos estabelecimentos.
A tabela oficial deve ser divulgada pelo órgão amanhã e a adesão aos novos valores deve ocorrer até o dia 10 de abril. O ajuste pode ser repassado na prática ao consumidor gradual ou imediatamente de forma integral ou parcial a depender da estratégia comercial adotada por cada estabelecimento. No entanto, o representante do sindicato indica que “o comportamento mais comum é de repasse escalonado ao longo do ano”.
Fonte: Correio do Povo
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |