Notícia

Ageleite - 27/08/2012 - Momento Leite 173


Confira os destaques desta edição

 

Destaques da edição nº.173 do Momento Leite

 

- Importância da refrigeração do leite

- Protestos dos produtores de leite na Europa

 

Importância da refrigeração do leite - O leite é um dos produtos mais importantes para o consumo humano, porém, constitui um ambiente favorável à multiplicação de bactérias, pela natureza de seus componentes e pela temperatura com que sai do úbere (39ºC). Tais bactérias estão presentes dentro e fora da teta da vaca, no ambiente de ordenha, no ordenhador e na maioria dos utensílios. 

 

A quantidade de bactérias presente no leite depende:

 

Da saúde da vaca (uma vaca com mastite pode conter até 10 milhões de bactérias por mililitro de leite).

 

Da temperatura em que é conservado.

 

Do tempo e da forma do transporte entre a propriedade leiteira e a unidade de beneficiamento.

 

A refrigeração na propriedade leiteira não elimina microorganismos, apenas diminui sua velocidade de multiplicação. Por isso, quanto mais rápido for reduzida a temperatura, melhor será a conservação do leite. Para isso, utilizam-se refrigeradores de expansão, que oferecem melhores condições para um acelerado resfriamento, além de conservar a temperatura a 4°C. O leite deve atingir 4°C em um tempo igual ou inferior a três horas.

 

Quando o leite da segunda ordenha for misturado ao da primeira ordenha, a temperatura não deverá ultrapassar os 10°C, retornando a 4°C em duas horas.

 

Se a ordenha for manual ou mecânica de balde ao pé, o leite deve ser resfriado imediatamente após a ordenha.

 

Não basta a redução da temperatura do leite a 4°C, é preciso que esta temperatura seja conservada durante todo o processo, do resfriador à indústria. A elevação da temperatura permite iniciar um novo ciclo de crescimento de microorganismo.  Fonte: Embrapa - Autores: Marlice Teixeira Ribeiro ; Armando da Costa Carvalho

 

Protestos dos produtores de leite na Europa - Nos últimos meses estamos vendo protestos dos produtores de leite, tratores interditando fábricas e boicotes a varejistas. Tudo uma reação ao anúncio feito pelas indústrias de laticínios, de que iriam reduzir os preços do leite cru. No início do ano, os industriais anunciaram planos de redução de preços, em decorrência da queda de faturamento e colapso nos preços da manteiga. A reação dos pecuaristas do Reino Unido foi protestar diante das fábricas da Arla Foods, Robert Wiseman Dairies e Dairy Crest. As três já adiaram os cortes previstos. Protestos similares ocorreram em toda a União Européia. No entanto, a preocupação da indústria, hoje, é muito grande, e quer evitar uma situação semelhante à de 2008. “Há claros indícios de que os preços do leite estão se recuperando. O pior já passou”, disse Joop Kleibeuker, da Associação Europeia de Lácteos (EDA, por sua sigla em inglês). Apesar do otimismo, Kleibeuker alerta que nem todas as indústrias podem fazer o reajuste de imediato. As baixas cotações do leite em pó deixam as empresas voltadas a esse segmento com mais dificuldades. Mas, os produtores que fornecem para as queijarias já estão recebendo um preço melhor. (Dairy Reporter – Tradução Livre: Terra Viva)

 

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Para acompanhar os destaques do Momento Leite acesse: www.guiacrissiumal.com.br

 

Postado: José Valdenir Mallmann
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