Por Professora Luiza Simionato de Rosso
Ultimamente o contexto de conversas informais em uma roda de amigos, familiares ou colegas de trabalho, na maioria das vezes é falar sobre a atual crise política e financeira que o país atravessa. Preocupados com o futuro econômico do Brasil, famílias organizam-se de forma cautelosa em relação a seus investimentos, aquisições e gastos rotineiros. “É época de economizar! ”, “É tempo de crise! ”. Frases como estas têm peso bastante cético no que diz respeito a inovações, investimentos ou abertura de um negócio próprio. Contudo, especialmente a mídia incentiva os brasileiros, nesses tempos de cautela, a criar, ou seja, a investir, a inovar, a desafiar. Criou-se inclusive um novo slogan: “Em tempos de crise, crie! ” Será mesmo que estamos em fase de desafios, novos investimentos ou será que estamos em uma fase de aprendizado e moderação? E de aprender a recriar, a reorganizar, a definir prioridades? Há uma grande diferença em criar e recriar. Criar é partir do novo, do talvez desconhecido. Recriar é fazer diferente aquilo que já vínhamos fazendo. Há situações que obviamente, teremos que nos adaptar e renovar nosso estilo de vida frente as adversidades provenientes de um período de “crise”, mas com os “pés bem firmes no chão”, reestruturando alguns hábitos e revendo algumas decisões, conseguiremos sair desta fase desafiadora fortalecidos e com certeza do que é necessário para construirmos uma vida saudável e desapegada de tantos supérfluos. Passaremos por ela (a crise), ensinando valores aos nossos filhos que talvez estavam um pouco adormecidos, como o que é prioridade para nosso crescimento físico, emocional, espiritual e intelectual. Tempo de resgatar valores morais e éticos que talvez estejam um pouco esquecidos ou fora de moda, como a responsabilidade, prioridades e bem social e coletivo. Enfim, se há algo de positivo em uma crise, seja ela de qualquer contexto, é o fato de que estamos constantemente sendo desafiados a superar obstáculos em nossa vida e que as adversidades fazem parte de um processo de crescimento, amadurecimento e certamente de fortalecimento, para que sobretudo, após termos superado tal fase turbulenta, percebemos que o pensamento positivo, o otimismo de cada dia, a responsabilidade de nossos atos e acima de tudo a ética de conduta, nos protegem de decisões precipitadas que nos levariam a frustrações e problemas futuros.
“Vigie seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Vigie suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, porque elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos, porque eles formam seu caráter. Vigie seu caráter, pois ele será o seu destino. O que pensamos, nos tornamos”. Margaret Thatcher
Luiza Simionato de Rosso
Graduada em Letras( Português/Literatura e Inglês)
Pós-Graduada em Psicopedagogia e Gestão e Administração Escolar
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |