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Vera Academia - 25/09/2015 - Coluna Vera Academia dia 25092015


O Guia de exercícios para os diabéticos

 

Pode soar exagerado, mas é a mais pura realidade: para o diabético, atividade física funciona como remédio. É simples entender o porquê. Dar tchau ao sedentarismo minimiza o principal tormento na vida do diabético: a sobra de açúcar pelo sangue. Isso por que a prática de exercícios estimula a produção de GLUT-4, uma proteína que recolhe a glicose excedente na circulação para finalmente jogá-la dentro da célula, logo o paciente precisa de menos insulina para absorver o açúcar. As benesses não ficam restritas à baixa glicêmica. Suar a camisa diminui a pressão arterial, facilita o emagrecimento e reduz o colesterol, mudanças essenciais especialmente para os diabéticos do tipo 2, que são mais propensos a também apresentar esses problemas de saúde. E, mesmo que a balança não acuse perda de peso, não há motivo para desânimo. Em uma recente pesquisa realizada na Suécia com 15.462 diabéticos, cientistas viram, em cinco anos, um menor risco cardíaco entre as pessoas ativas, e, nesse período, ninguém emagreceu. O que não dá é para investir na malhação em intervalos de 15 dias. Atividade física tem que ser medida de tratamento, ou seja, se o paciente relaxar, a glicemia não perdoa: vai voltar a subir.

 

Passo a passo de um treino seguro e saudável:

 

Antes de começar um programa de exercícios consulte um endocrinologista. Pessoas com arritmia e outros problemas cardíacos não podem fazer esportes antes da liberação do cardiologista. Faça exames oftalmológicos para checar como anda a saúde dos vasinhos dos olhos. Encontre um educador físico, de preferência com experiência no acompanhamento de alunos diabéticos.

Ao sair de casa para se exercitar defina um horário para a atividade física que não coincida com o pico de ação de medicamentos que baixam a glicose. Realize uma refeição leve. Antes de iniciar a atividade meça a glicemia. Se estiver abaixo de 100 mg/dl, coma uma fonte de carboidrato, espere e avalie as taxas novamente. Se subiu, pode dar a largada nos exercícios. Leve a carteirinha de identificação do diabético. Em caso de hipoglicemia, as pessoas ao redor saberão como agir. Escola meias e tênis adequados para não machucar os pés. Confirme que não há elementos estranhos dentro do sapato. Tenha sempre um sachê de açúcar à disposição. Se a glicemia baixar demais, ele será necessário.

 

Durante e depois do exercício mantenha-se hidratado. A cada hora, meça a glicemia para ver como ela está se comportando. E coma algum tipo de carboidrato (uma maçã ou uma barrinha, por exemplo). Durante uma corrida de longa distância, varie carboidratos doces e salgados para não enjoar. Quando a malhação terminar, verifique a glicose sanguínea de novo para não correr o risco de uma hipoglicemia tardia. Chegando em casa, dê uma boa examinada nos pés. Caso encontre uma ferida, espere sua recuperação antes de partir para a ginástica de novo.

 

Atividades como correr, nadar pedalar e jogar futebol tendem a baixar a glicose na corrente sanguínea de forma mais imediata. Isso porque demandam energia rápida. Elas também são indicadas porque trabalham o sistema cardiovascular com mais ênfase. Os exercícios de resistência, como a musculação, são essenciais para o diabético. É que mantém a glicemia baixa por um tempo prolongado. Fora que desenvolver massa magra faz um bem danado, já que os músculos são exímios consumidores de açúcar.

 

Postado: Leila Ruver
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