Leia na íntegra o texto do Pároco da Igreja Católica de Crissiumal

A história já começa com Adão e Eva, um acusando e culpando o outro, continua com Caim que por inveja mata Abel, mas a sua consciência o acusa. São Paulo nas suas cartas já descreve que; Intrigas, invejas, raivas falta de gestos de fraternidade não devem ser a conduta do cristão. O distanciamento de pessoas, desavenças de familiares, ausência na sua Igreja, e até afastamento de Deus não são fatos tão novos, vemos isto de maneira muito clara no antigo testamento.
É na partilha dos bens que muitas vezes surgem desavenças. A herança em vez de ser um bem, muitas vezes é início de desavenças. É Jesus quem nos conta esta história. O filho mais novo pede seus direitos e começa a sua vida do seu jeito. Afasta-se do irmão distancia-se do Pai. Vive a sua vida conforme seus caprichos, mas cai numa pior, mas o pensamento no Pai que é muito bondoso para com todos, lhe dá a esperança do retorna para casa.
Seria tão bom se todos sempre pudessem lembrar da bondade dos outros e não apenas dos seus defeitos. O difícil muitas vezes é que quem está numa pior só procura lembrar de atitudes não boas dos outros.
Em fim, este filho consegue retornar para sua família, recebe aquela acolhida do Pai, que o reintegra mesmo que o filho já gastou toda sua herança. Mas o problema agora é o irmão mais velho, que não acolhe, acusa, julga, condena o próprio irmão. Mas o Pai vai acolher também o filho mais velho justificando a sua alegria pela volta deste que estava perdido.
A história não nos fala se o irmão mais velho perdoou depois, e se ele participou da festa acolhendo o irmão. A resposta e o desfecho desta história continua conforme a atitude de cada um de nós. Se sabemos acolher, perdoar, nos alegrar com a volta de quem esteve longe mas voltou. Espero que o desfecho desta história tenha um final feliz.
Errar é humano, perdoar é divino. Quem nesta vida não acolhe, não perdoa, não quer participar da festa, como ficará diante do banquete da eternidade? A nossa vida não é apenas um filme, mas, é a realidade que vivemos em vista do que queremos ser diante do banquete do reino, participar ou recusar o convite.
A conclusão desta história é a resposta da nossa vida. Vamos acolher! Vamos perdoar! Vamos participar! Vamos festejar! Sejamos família. Certamente já tivemos atitudes dos dois filhos, tenhamos agora a atitude do Pai para sempre superarmos as limitações alheias e nossas. Sejamos artistas bons e estrelas neste filme, onde se acolhe, se perdoa e se faz festa, para que o filme que continua, tenha um final feliz.
Pe. Renato José Rohr scj
Postado: Leila Ruver
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