A greve foi aprovada na noite desta terça-feira
Médicos e estudantes de medicina farão uma paralisação em todo o Rio Grande do Sul nos próximos dias 30 e 31 de julho. A greve foi aprovada na noite desta terça-feira (23) em assembleia que reuniu a categoria na sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), em Porto Alegre.
A paralisação é um protesto contra as recentes medidas do governo federal na área da saúde. Sindicatos, conselhos e demais entidades médicas do estado são contrários à lei do Ato Médico e ao programa Mais Médicos, que prevê a contratação de profissionais estrangeiros e também aumenta o tempo do curso de medicina em dois anos.
Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o movimento integra calendário nacional com foco na derrubada da MP 621. A categoria também reivindica mais recursos para a área de saúde e um plano de carreira que ofereça incentivos para a fixação de profissionais em pequenas cidades do interior.
O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, diz que os serviços de urgência e emergências funcionarão normalmente durante a paralisação e que os casos graves não deixarão de ser atendidos. Nos demais serviços, a intenção é paralisar 50% das atividades, incluindo os atendimentos nos postos de saúde e clínicas particulares.
Apesar da contrariedade da categoria, um balanço divulgado nesta terça-feira (23) pelo Ministério da Saúde revelou que quase metade dos municípios do Rio Grande do Sul já aderiu ao programa Mais Médicos. Até a segunda-feira (22), 214 prefeituras das 497 do estado já haviam se incrito no programa.
Nesta terça-feira (23), a ministra de Políticas Para as Mulheres, Eleonora Menicucci, se reuniu com secretários municipais da saúde, na capital. O encontro serviu para tirar dúvidas e incentivar a participação dos municípios no programa, que já conta com a adesão de 33% das cidades em todo o país.
O prazo para as inscrições dos municípios termina na quinta-feira (25). Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) afirmou que o programa do governo federal não vai resolver o problema do déficit de profissionais no interior do estado. O Cremers defende um plano de carreira para a categoria.
Fonte: G1-RS
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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