Leia na íntegra
A Língua Portuguesa é de fundamental importância na construção do conhecimento. Através da linguagem, faz com que o homem se reconheça como ser humano, lhe possibilitando a comunicação com os outros homens e a troca de experiências na convivência social.
A Língua Portuguesa envolve dois fatores que se destacam: a língua e a fala. A língua, sendo um sistema de valores e ao mesmo tempo um conjunto de convenções necessárias para uma comunidade linguística se comunicar. E a fala, é a realização por parte do indivíduo, das possibilidades que lhe são oferecidas pela língua. Essas agem em conjunto, uma depende da outra.
Nossa sociedade está cada vez mais complexa, estabelece regras até na fala. Surge então a necessidade de todo ser humano “saber” quando pode ou não falar, o que falar, que tipo de fala usar. Porém, somente uma parte dos integrantes da sociedade tem acesso à variedade “culta” ou “padrão” da língua, da mesma forma a palavra escrita tem sido apropriada pelas classes que detêm o poder dentro de uma sociedade. Essa situação de desigualdade produziu uma relação de domínio de uns sobre os outros, que se acrescentou a todas as outras formas de dominação e discriminação.
A nossa língua é usada muitas vezes para manipular a população. Dependendo da linguagem utilizada consegue-se impedir a comunicação de informações para grandes setores da população. A linguagem deve ser objeto de libertação e jamais de opressão.
Surge então, o importante papel que desempenhamos na sala de aula, precisamos ser professores que constroem caminhos com os alunos, devemos mostrar-lhes o quanto são capazes e a importância dos mesmos na sociedade.
Nossos alunos precisam ser pessoas conscientes e críticas que saibam lutar por seus ideais e que não se submetam a tudo que lhe é imposto. Mas também, que tenham consciência de seus deveres e obrigações.
É importante que o educador conheça seu aluno e saiba como as condições históricas, socioeconômicas e políticas alicerçam os diferentes posicionamentos a esse respeito. Mas também, é importante ressaltar, que tudo não depende da boa vontade dos professores. É preciso que o educando queira aprender, mostre-se interessado e empenhado em construir seu conhecimento.
A leitura é muito importante nesse processo. É necessário compreender que ler não é simplesmente decodificar palavras. A grande maioria dos que se dizem leitores, leem, porém não compreendem ou não conseguem interpretar o que estão lendo. E essa é a grande preocupação.
A leitura não tem apenas o papel de tornar a pessoa alfabetizada, mas sim, liberta a mesma da omissão, levando-a ao pleno desenvolvimento e tornando-a crítica.
Ao lermos um texto, colocamos em ação todo o nosso sistema de valores, crenças e atitudes que refletem o grupo social em que se deu a nossa socialização primária. Daí a importância de o professor propor leituras de textos que se vinculam o máximo possível a realidades concretas, que sejam vividas pelo aluno.
O professor de língua e literatura tem como objetivo principal a formação de leitores. Dessa forma, estamos buscando sempre estratégias de leituras eficientes, que permitam ao aprendiz o contato, familiaridade e a compreensão da palavra escrita.
Muitos alunos são resistentes a esse processo. Preferem assistir a programas de televisão ou “navegar” no mundo da informática. E, acabam não valorizando como deveriam o estudo, e só percebem a sua importância quando já estão fora da escola, no momento de prestar concursos públicos, vestibulares ou seleções para trabalho.
Os alunos que não leem livros literários são prejudicados, perdem muito, pois a literatura nos proporciona um mundo de imaginação e de criação. Sem esta, esse lado bom passa despercebido. A literatura “oferece uma matéria extremamente fecunda para formar e transformar as mentes”. Quanto mais lermos, maior e melhor será nosso conhecimento e vocabulário.
Temos em nossas mãos a oportunidade de um futuro melhor, mas não basta boa intenção. É preciso de colaboração para que possamos lançar pequenas sementes, que se regadas e cuidadas, nos trarão bons frutos no amanhã.
Juliana Radtke Foesch
Professora de Língua Portuguesa e Literatura
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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