Empreendimento é administrado por pequenos agricultores

A Agroindústria de Melado Sentinela, de Tiradentes do Sul, no Noroeste gaúcho, participa pela primeira vez da Romaria da Terra, encontro que reuniu na terça-feira de carnaval (17/02), milhares de romeiros em David Canabarro. A agroindústria, administrada por uma família de pequenos agricultores, produz e vende melado, rapadura, cri-cri de melado, suco e caldo de cana. Em pouco tempo, os produtos desapareceram da banca. Vendemos tudo, se tivéssemos levado mais, teríamos vendido mais, comemorou a proprietária da agroindústria Sentinela, Lenice Terezinha Becker.
Em março, entre os dias 9 e 13, os agricultores familiares de Tiradentes do Sul também irão estrear na Expodireto, em Não-Me-Toque, considerada uma das maiores feiras de negócios do setor agropecuário da América Latina.
A participação da família Becker na 38ª Romaria da Terra foi viabilizada pela Emater/RS-Ascar. Fizemos contato com nossos colegas da Emater/RS-Ascar do regional de Passo Fundo e de David Canabarro, para efetivar a inscrição da família, disse o técnico em agropecuária André da Silva.
Ainda segundo Silva, a Agroindústria de Melado Sentinela é um bom exemplo para os demais agricultores familiares de Tiradentes do Sul. Há quatro anos, a família Becker trocou a vida na cidade por uma oportunidade no campo. No ano passado, os Becker receberam do Governo do Estado o Certificado de Inclusão no Programa de Agroindústria Familiar Selo Sabor Gaúcho, após terem concluído todas as etapas legais do programa.
Os agricultores familiares que ingressam no programa Selo Sabor Gaúcho recebem assistência técnica e social da Emater/RS-Ascar. Em Tiradentes do Sul, segundo Silva, a prefeitura também oferece estímulos à ampliação de novos mercados para as agroindústrias.
O programa de agroindústria é uma ferramenta importante para a agricultura familiar, pois agrega valor aos produtos da propriedade, garantindo a permanência dos jovens e famílias nas atividades rurais, disse o técnico da Emater/RS-Ascar.
Transformar matéria-prima em produto colonial, segundo a Emater/RS-Ascar, faz com que o pequeno agricultor tenha liberdade para escolher, entre um e outro mercado, e possibilidade de aumentar o capital. Se temos produto de qualidade, temos venda certa, resumiu Lenice.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |