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Agricultura - 20/02/2015 - Agroindústria de Tiradentes do Sul estreia na Romaria da Terra


Empreendimento é administrado por pequenos agricultores

A Agroindústria de Melado Sentinela, de Tiradentes do Sul, no Noroeste gaúcho, participa pela primeira vez da Romaria da Terra, encontro que reuniu na terça-feira de carnaval (17/02), milhares de romeiros em David Canabarro. A agroindústria, administrada por uma família de pequenos agricultores, produz e vende melado, rapadura, cri-cri de melado, suco e caldo de cana. Em pouco tempo, os produtos desapareceram da banca. “Vendemos tudo, se tivéssemos levado mais, teríamos vendido mais”, comemorou a proprietária da agroindústria Sentinela, Lenice Terezinha Becker.

 

Em março, entre os dias 9 e 13, os agricultores familiares de Tiradentes do Sul também irão estrear na Expodireto, em Não-Me-Toque, considerada uma das maiores feiras de negócios do setor agropecuário da América Latina.

 

A participação da família Becker na 38ª Romaria da Terra foi viabilizada pela Emater/RS-Ascar. “Fizemos contato com nossos colegas da Emater/RS-Ascar do regional de Passo Fundo e de David Canabarro, para efetivar a inscrição da família”, disse o técnico em agropecuária André da Silva.

 

Ainda segundo Silva, a Agroindústria de Melado Sentinela é um bom exemplo para os demais agricultores familiares de Tiradentes do Sul. Há quatro anos, a família Becker trocou a vida na cidade por uma oportunidade no campo. No ano passado, os Becker receberam do Governo do Estado o Certificado de Inclusão no Programa de Agroindústria Familiar – Selo Sabor Gaúcho, após terem concluído todas as etapas legais do programa. 

 

Os agricultores familiares que ingressam no programa Selo Sabor Gaúcho recebem assistência técnica e social da Emater/RS-Ascar. Em Tiradentes do Sul, segundo Silva, a prefeitura também oferece estímulos à ampliação de novos mercados para as agroindústrias.

 

“O programa de agroindústria é uma ferramenta importante para a agricultura familiar, pois agrega valor aos produtos da propriedade, garantindo a permanência dos jovens e famílias nas atividades rurais”, disse o técnico da Emater/RS-Ascar. 

 

Transformar matéria-prima em produto colonial, segundo a Emater/RS-Ascar, faz com que o pequeno agricultor tenha liberdade para escolher, entre um e outro mercado, e possibilidade de aumentar o capital. “Se temos produto de qualidade, temos venda certa”, resumiu Lenice.

 

 

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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