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Texto de Opinião - 17/12/2025 - A Decadência da Educação nas Escolas


Por: Professora Sandra Maria Eckert Huppes de Quevedo

Imagem Ilustrativa

A educação pública enfrenta uma crise silenciosa, porém profunda. Um dos sinais mais preocupantes dessa decadência é a crescente falta de autonomia dos professores para avaliar e reprovar estudantes que não frequentam as aulas e que não realizam as atividades mínimas necessárias. Esse cenário, que deveria ser exceção, tornou-se rotina, criando uma cultura perigosa de aprovação automática mostrando que responsabilidade não é importante.

Quando um aluno deixa de frequentar a escola ou se recusa a realizar as tarefas, ele compromete seu próprio processo de aprendizagem. Ainda assim, muitos professores são pressionados a não reprovar, mesmo diante de registros claros de faltas, desinteresse e ausência total de participação. O que deveria ser um critério pedagógico torna-se, infelizmente, uma decisão meramente burocrática.

Essa falta de autonomia enfraquece o papel do professor. Ele deixa de ser o mediador do conhecimento para se tornar alguém que apenas cumpre metas numéricas. Isso gera frustração, desmotivação e um sentimento de impotência que se reflete diretamente na qualidade do ensino. Afinal, como exigir compromisso dos estudantes se nem mesmo as regras básicas são respeitadas?

Além disso, o aluno percebe essa fragilidade do sistema. Muitos compreendem que, independentemente de seu esforço, serão promovidos. Essa mensagem implícita contribui para a indisciplina, o desinteresse e a falta de responsabilidade, aprofundando a crise educacional.

A educação precisa recuperar sua seriedade. É urgente devolver aos professores o direito de avaliar com critérios reais, coerentes e pedagógicos, garantindo que a progressão escolar reflita aprendizagem verdadeira. Uma escola que aprova sem que o aluno aprenda deixa de cumprir seu papel social e condena gerações inteiras à falta de preparo para a vida.

Enquanto a autonomia docente continuar sendo ignorada, a decadência da educação seguirá avançando. Valorizar o professor significa confiar em seu trabalho, em seu julgamento e em sua capacidade de formar cidadãos críticos, responsáveis e conscientes. Sem isso, a escola perde sua essência e a sociedade lamentavelmente o seu futuro.

 

Por: Professora Sandra Maria Eckert Huppes de Quevedo

Graduada em Artes Visuais e Pós graduada em Arte Educação.

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
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