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Geral - 17/08/2015 - Como devem funcionar os serviços públicos estaduais nesta terça-feira


Funcionalismo público estadual deve confirmar uma greve de três dias

 

Em novo protesto contra o governo de José Ivo Sartori nesta terça-feira, o funcionalismo público estadual deve confirmar uma greve de três dias, com início na quarta-feira, em resposta ao parcelamento de salários, aos projetos de ajuste fiscal enviados à Assembleia Legislativa e à negativa do Executivo de ingressar com ação na Justiça para obrigar a União a cumprir a lei que muda a correção das dívidas de Estados e municípios.

 

São esperados 30 mil servidores. As categorias fazem assembleias em diferentes locais da cidade e se encontram às 14h em frente ao Palácio Piratini. A tendência é que a maioria adote a paralisação.

 

Na terça-feira, muitos setores funcionam com 30% do quadro de funcionários. Nas delegacias de polícia, a promessa é de que apenas um plantonista trabalhe e atenda somente crimes graves. Nesta segunda-feira, os policiais confirmaram, em assembleia, que vão parar. As escolas, que já vêm adotando turno reduzido, podem fechar já na noite de terça-feira. Veja, a seguir, como estarão os serviços públicos com a manifestação.

 

Segurança pública

 

Escrivães, inspetores e comissários estão mobilizados e não devem trabalhar nesta terça. Conforme o presidente do Ugeirm Sindicato, Isaac Delivan Ortiz, apenas um plantonista atenderá cada delegacia de polícia, que vai atuar apenas em crimes graves. Segundo a Abamf, que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar, durante a madrugada e durante a manhã, ônibus devem chegar de diferentes cidades com policiais e estacionar na área da Usina do Gasômetro.

 

Os batalhões devem ficar desfalcados, principalmente em Porto Alegre, a partir da tarde. Os oficiais da Brigada Militar e os delegados de polícia trabalham normalmente nesta terça-feira. Eles só falam em paralisação se ocorrer novo parcelamento de salários. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz compreender "a situação de todos os servidores e possui plena confiança de que o efetivo manterá o atendimento à população no que compete aos serviços de cada uma das instituições vinculadas, dentro de suas respectivas atribuições".

 

Educação

 

As escolas estaduais já vêm adotando turno reduzido, mas não há nenhuma totalmente fechada. As direções aguardam o posicionamento do Cpers para iniciar a paralisação a partir de quarta-feira. A Secretaria Estadual de Educação vai esperar a assembleia para tomar uma posição, pois "não sabe ainda como o movimento agirá", de acordo com a assessoria de comunicação.

 

— Esperamos mais de dez mil pessoas. Na assembleia decidiremos se paramos até sexta-feira e, no dia 31, voltaremos a discutir uma greve por tempo indeterminado se os salários forem novamente parcelados — afirma Helenir Oliveira Schürer, presidente do Cpers/Sindicato.

 

Saúde

 

Assim como em outros setores essenciais, os servidores da saúde devem manter 30% de atendimento nessa terça-feira. O Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos de Nível Elementar e Médio (Sindissama) ressalta que a categoria segue o mesmo cronograma da Fessergs.

 

— É claro que não será o atendimento que todo mundo costuma ter, e que já não é bom, pelo número reduzido de servidores mas ficará em 30% até posterior decisão da assembleia — afirma Márcia Elisa Trindade, presidente do Sindissama.

 

Fonte: ZH

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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