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Polícia - 16/09/2022 - Delegado explica motivações para prisão de suspeito de participar do crime no caso Jarbas


Delegado Marion Volino concedeu entrevista exclusiva à Rádio Alto Uruguai

O delegado Marion Volino, que comanda a delegacia de polícia de Três Passos, concedeu entrevista à Rádio Alto Uruguai, na manhã desta sexta-feira (16). Ele é o responsável pelas investigações que apuram as causas do homicídio que vitimou Jarbas David Heinle, de 44 anos, em crime ocorrido no último sábado (10), na cidade de Bom Progresso. Jarbas era secretário de saúde do município e filho do prefeito, Armindo Heinle (Armindão), do PP.

Prestes a completar uma semana, a principal ação até o momento, no âmbito das investigações, foi a prisão temporária de um homem de 37 anos, que estava em licença temporária do cumprimento de pena no presídio de Três Passos.

O pedido de prisão se deu após a polícia encontrar uma meia, no meio da lavoura que fica nas proximidades do local de execução do crime. Uma outra meia, com as mesmas características, foi encontrada na casa deste indivíduo, na cidade de Redentora, o que teria reforçado o indício de que o homem possa ter participação no crime. A prisão dele se deu na madrugada de quinta-feira (15), em Três Passos.

Ainda segundo o delegado Marion, a polícia trabalha com imagens de câmeras de segurança, inclusive buscando acesso a mais imagens que possam auxiliar. “A vítima sofreu quatro disparos de arma de fogo e, muito possivelmente, o autor estava de tocaia, aguardando a vítima no local da execução. Estamos investigando para comprovar isso”, afirmou.

A polícia também não descarta nenhum tipo de motivação para o crime, até o momento. Devido ao cenário de acirramento político no município de Bom Progresso, essa pode ser uma das linhas investigadas, assim como outras questões que estão sendo analisadas. “Ainda estamos atrás do que levou a esse crime bárbaro”, destacou Marion.

Ao longo da semana, a polícia realizou uma série de diligências e também ouviu pessoas próximas à vítima, assim como pessoas que prestaram socorro na noite do crime. Outras diligências seguem acontecendo.

O prazo para conclusão do inquérito é de até trinta dias, podendo, a pedido da autoridade policial, ser prorrogado, caso haja necessidade.

 

Fonte: Rádio Alto Uruguai

Foto: Vinicius Araújo

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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