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Leite - 14/03/2014 - MP cumpre mandados e deflagra nova etapa da operação Leite Compensado


Foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, 14, a Operação Leite Compen$ado 4, nova etapa do trabalho conjunto das Promotorias de Justiças Especializada Criminal e Especializada de Defesa do Consumidor, ambas de Porto Alegre, que vêm combatendo fraudes e adulterações na cadeia produtiva do leite em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e outras instituições. Neste momento, técnicos e servidores do Ministério Público, com apoio do Mapa, Polícia Civil e Brigada Militar, cumprem mandados de busca e apreensão em oito municípios do Estado, distribuídos em diferentes regiões. Odir Pedro Zamadei, dono do posto de resfriamento do Laticínios O Rei do Sul, da cidade de Condor, foi preso pelos agentes acusado de alterar o produto. 

 

DESAFIO 

 

No auditório da Promotoria de Justiça de Ijuí, os Promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho concedem entrevista coletiva à Imprensa para dar detalhes da operação. O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, acompanha os trabalhos. Os Promotores têm todo apoio institucional na investigação e combate à adulteração do leite. Ivory Coelho Neto ressaltou que "se os criminosos enfrentam o MP e continuam fraudando o produto alimentício, aceitamos esse desafio e agiremos rigorosamente para que essa prática seja banida". O Promotor Mauro Rockenbach considerou "inacreditável que depois de tantas apurações do Ministério Público para responsabilizar os fraudadores de leite, essa prática criminosa continue". Ele suspeita que o produto tenha sido enviado para mercados de outros estados para escapar da fiscalização do MP. 

 

 

AMOSTRAS COM FORMOL 

 

Esta fase da Leite Compen$ado iniciou no mês de fevereiro quando o MP recebeu documentação do Ministério da Agricultura noticiando que 12 amostras de leite cru, coletadas no posto de resfriamento do Laticínios O Rei do Sul, localizado em Condor, na Região Noroeste do Estado, apresentaram a presença de formaldeídos (formol). Conforme o órgão federal, parte deste leite impróprio foi entregue à LBR, de Tapejara, empresa de laticínios que enviou o produto para suas unidades em Guaratinguetá, SP (100 mil litros) e Lobato, PR (199 mil litros). O leite adulterado enviado para São Paulo foi embalado com a marca Parmalat. O produto enviado para o Paraná foi embalado com a marca Líder. A empresa não informou o lote do produto. 

 

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes locais: 

 

• Sede da empresa Indústria e Comércio de Laticínios Rei do Sul Ltda. (Condor/RS) 

• Sede da Cooperativa Regional dos Assentados das Missões Ltda. (Bossoroca/RS) 

• Residência de Evio Fernandes da Rosa (Vitória das Missões/RS) 

• Sede da Cooperativa Regional da Reforma Agrária Mãe Terra Ltda. COOPERTERRA (Tupanciretã/RS) 

• Sede da empresa Geovani Zamberlan e Cia. Ltda. PROLATI (Panambi/RS) 

• Residência de Alessandro Schindler (Santo Augusto/RS); 

• Sede da empresa Transportes Schindler Ltda. (Santo Augusto/RS) 

• Sede da empresa Rui Rosa da Luz ME (Capão do Cipó/RS) 

• Sede da empresa Jocemar Lúcio Rossi ME (Ijuí/RS) 

 

Fonte / MP RS

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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