Notícia

Leite - 12/03/2025 - Leite no centro do Debate na Expodireto 2025


Fórum Estadual, em Não-Me-Toque, aborda o papel estratégico da produção no meio ambiente

“Cada vez mais a alternativa de renda nas propriedades (rurais) não vai depender de uma só atividade. O leite sempre esteve presente, desafia as áreas técnicas e o setor industrial”, afirmou o presidente da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), Caio Vianna, na manhã desta quarta-feira, dia 12, na abertura do 20º Fórum Estadual do Leite. O evento, na 25ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, abordou os desafios e as oportunidades para o setor.

No Fórum, Vianna destacou que a atividade é composta por uma cadeia produtiva que tem início com o trabalho executado nas propriedades rurais e que depende, por exemplo, da logística de transporte, vias de acesso e indústria.

“O mercado, tem bastante interferência de barreiras sanitárias e tributárias que se discute, neste momento na geopolítica do mundo”, pontuou Caio Vianna.

Vianna também recordou que o setor gaúcho já ocupou a segunda posição na produção nacional. “Caímos para o terceiro e, depois de eventos climáticos, chegamos em quarto. Mas com certeza temos potencial para retomar a importância e temos consciência que a atividade do leite depende de rentabilizar o produtor”, afirmou, acrescentando que se o mesmo precisa ter a possibilidade de uma remuneração justa e correta.

Professor na Universidade de Copenhagen, Dinamarca, Gustavo Ribeiro, foi um dos especialistas que trouxe conhecimentos do país europeu sobre a necessidade de conservar e regenerar solo, água e biodiversidade com sustentabilidade na pecuária leiteira. Ele destaca que em torno de 110 milhões de pessoas são produtores de leite no mundo, considerado um alimento nobre, e empregam 4 milhões.

Na Dinamarca, de acordo com Ribeiro, 95% do que é produzido tem como destino a exportação. Sobre o Rio Grande do Sul destaca que a bacia leiteira é forte com um trabalho muito bem realizado envolvendo as cooperativas.

“Não deixa a desejar com nenhum outro lugar no mundo. Eu estou na Dinamarca, um país que tem muito cooperativismo e temos aqui (RS) como uma referência mundial também”, afirmou Gustavo Ribeiro.

Ribeiro destacou que além da produção de leite, o pecuarista do setor tem potencial para preservar a natureza e regenerar o impacto ambiental em sua propriedade. “Somos um país que contribui (para as mudanças climáticas) mas basicamente China e Estados Unidos são os maiores, mas o efeito é global. Estamos sentindo esses extremos cada vez maiores. Vamos ter que aprender a lidar com esses extremos e há uma série de tecnologias que tornam as propriedades (rurais) mais resilientes”, explicou, citando a rotação de culturas como exemplo para as fazendas vencerem mais esse desafio além do trabalho de domingo a domingo.

 

Fonte: Correio do Povo

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
Vídeos