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Geral - 11/05/2012 - Árvore Guapuruvu da Praça 25 de Julho teve de ser removida


Em função do risco de queda, árvore foi removida nesta sexta-feira

 

Uma das árvores mais antigas e de maior porte da Praça 25 de Julho (Praça da Matriz) de Crissiumal teve de ser suprimida em função do risco que a mesma estava apresentando as pessoas que freqüentam a praça. A árvore foi derrubada nesta sexta-feira (11).

 

A pedido de populares, a Secretaria do Meio Ambiente tomou a decisão de que não havia outra saída, por a árvore já estar com o seu estado fito sanitário bastante comprometido, ou seja, galhos podres e bastante fragilizados com vários registros de quedas nos últimos meses.

 

Relatos de moradores próximos a praça é de que a árvore teria entre trinta e quarenta anos, moradores mais antigos de Crissiumal contam que seriam mais de 40 (quarenta) anos. Em observância do tronco após o seu corte o pessoal responsável pelo Meio Ambiente de Crissiumal constatou que  o Guapuruvu superava os quarenta anos.   

 

Veja abaixo alguns dados da espécie da árvore, retirados do site jardineiro.net e Wikipédia.

 

Nome Científico: Schizolobium parahyba

Sinonímia: Caesalpinia parahyba, Cassia parahyba, Schizolobium amazonicum, Schizolobium excelsum, Schizolobium glutinosum, Schizolobium kellermanii

Nome Popular: Guapuruvu, Bacurubu, Bacuruvu, Badarra, Bacuruva, Birosca, Faveira, Ficheira, Gapuruvu, Garapuvu, Guarapuvu, Guavirovo, Gabiruvu, Igarapobu, Pau-de-vintém, Pataqueira, Pau-de-canoa, Paricá, Pau-de-tamanco, Guapiruvu

Família: Fabaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Brasil

Ciclo de Vida: Perene

O guapuruvu é uma árvore decídua de grande porte, podendo atingir facilmente 30 metros de altura. Ela ocorre naturalmente na floresta ombrófila densa e estacional decidual. Seu tronco é retilíneo, com ramificações apenas no alto. A casca é cinzenta, com cicatrizes provocadas pela queda das folhas e lenticelas. Sua copa é alta e aberta, de pouca sombra. As folhas são alternas, grandes, com cerca de 1 metro de comprimento, e caem com o passar do tempo. Elas são compostas bipinadas, com folíolos pequenos, elípticos e opostos. As inflorescências surgem de agosto a novembro, em numerosos cachos densos, eretos, de flores amarelas e muito vistosas. Os frutos amadurecem no outono e são vagens bivalvas, de forma obovada e cor parda. Cada um carrega apenas uma semente grande, lisa, oblonga e rígida, envolta por uma asa papirácea que se dispersa pelos ventos.

O guapuruvu é uma árvore de crescimento impressionante. Ela é apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem. Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. Sua madeira é clara, leve e macia, prestando-se para a caixotaria, artesanato, construção civil e fabricação de canoas. Estuda-se também sua utilização como fonte de celulose. É uma espécie pioneira, indicada para recuperação inicial de áreas degradadas. Sua floração é atrativa para as abelhas.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Planta higrófita, prefere locais úmidos como as margens dos rios e é capaz de tolerar encharcamento. Multiplica-se por sementes, sendo interessante a quebra da dormência através da escarificação mecânica (o tegumento da semente deve ser desgastado no lado oposto ao hilo), escarificação em ácido sulfúrico ou imersão em água quente. As sementes permanecem viáveis por muitos anos se armazenadas em local arejado e fresco. (jardineiro.net)

 

Observamos uma quantidade considerável de sementes que foram coletadas para sua propagação, fato que já é visto em nosso município, pois a maioria dos exemplares existentes aqui são filhos desta árvore matriz, que aqui habitou e contribuiu no embelezamento de nossa Praça 25 de julho a “Praça da Matriz”. 

 

Sementes coletadas serão usadas na produção de mudas junto a Escola Riachuelo de Vila Planalto, através dos Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural Pesca e Meio Ambiente e alunos daquela Escola.

 

Bromélias também foram removidas do tronco para transplante em outras árvores.

 

Texto e fotos de Ivair José Lansing Feil

Fonte: Guia Crissiumal



Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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