De acordo com o jornal paraguaio Primeira Edição, de 10 de fevereiro, Osni Valdemir de Mello, de 53 anos, considerado como o "patrão" do tráfico de drogas no Rio Grande do Sul, e procurado desde 2012, e Ademar Fracalossi, de 48 anos, um outro homem ligado ao narcotráfico, seriam dois dos suspeitos que conseguiram fugir em uma Captiva preta após o assalto ao Banco Macro, que resultou em um policial morto e outro ferido, na manhã do dia 2 de fevereiro, em El Soberbio, na Argentina.
Conforme o jornal, uma semana após o roubo à agência bancária, a linha de investigação apontaria para uma organização internacional envolvida com o narcotráfico. As autoridades brasileiras teriam identificado dois criminosos perigosos, considerados como “peixes grandes” no cenário das drogas, como autores do assalto.
Segundo informações do jornal, um deles tem "alerta vermelho" da Interpol e é intensamente procurado pela organização durante pelo menos três anos. Osni Valdemir de Mello contém o nome nos registros da Justiça brasileira, além dos dados fornecidos em seu website e Interpol, que também aparece entre os dez criminosos mais procurados nos últimos tempos no estado Rio Grande Do Sul.
O que levou policiais brasileiros a suspeitarem da participação de Osni Valdemir de Mello e Ademar Fracalossi, segundo o Primeira Edição, foi o elevado grau de organização da quadrilha. Inteligência de trabalho de pelo menos 10 dias, a presença de rifles militares que valem mais de US$ 3000,00 cada, coletes à prova de balas, carros de luxo e até mesmo jangadas pronto para fugir do rio Uruguai são todos os pontos que significam um importante investimento econômico que só poderiam pagar os dois criminosos.
Quatro dos suspeitos de participação no assalto seguem presos na Penitenciária Modulada de Ijuí, para onde foram transferidos do presídio de Santo Ângelo na última sexta-feira, 6, por razões de segurança. Regis da Silva Lopes e Alex de Lima Schimitz, de Cruz Alta e Porto Alegre, Evandro Scholl, de Miraguaí, e Arlindo da Luz, de Tiradentes do Sul, foram presos pela Brigada Militar, algumas horas após o crime, no interior de Tiradentes do Sul.