Entre os problemas enfrentados pelos agricultores está o sistema de classificação das folhas

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) se manifestou, por meio de nota, que “acompanha com preocupação o andamento da comercialização do tabaco e a forma como a legislação vem sendo aplicada no setor”.
Segundo a entidade, o tema esteve em pauta na reunião da Comissão do Tabaco, realizada no início da semana, encontro que teve a participação de presidentes de sindicatos de municípios produtores, que relataram um “cenário de insegurança e apreensão entre os fumicultores.”
A entidade destaca ainda que os sindicatos filiados têm sido procurados de forma recorrente por produtores de tabaco, que buscam orientação, apoio e respostas diante das dificuldades enfrentadas neste momento.
A diretora responsável pela cadeia produtiva do tabaco na Fetag-RS, Camila Rode, reforça que o cenário é de grande preocupação e exige atenção imediata.
“Há uma preocupação muito grande com o andamento da comercialização e com a condução da aplicação da lei. Nossos sindicatos estão ao lado dos produtores, que têm buscado auxílio e amparo diante das incertezas. É um momento de preocupação para os fumicultores, e isso exige respostas imediatas por parte dos responsáveis”, afirma Camila.
Mobilizações
A Fetag-RS informa também que acompanha “de perto a situação” e não descarta a possibilidade de mobilizações em defesa da cadeia produtiva do tabaco, caso não haja avanços na condução do tema.
A agricultura familiar é o principal pilar da produção de tabaco no Rio Grande do Sul, respondendo por cerca de 95% do total produzido.
“Apesar dessa relevância, os produtores enfrentam desafios severos, que vão desde os riscos de frustração de safra, decorrentes de fenômenos climáticos, até a possibilidade de perdas de receita em função do sistema de classificação das folhas no Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT)”, esclarece a entidade.
“Esse modelo de integração é marcado por uma forte assimetria entre a ampla base de produtores e a alta concentração industrial em poucas empresas, o que reforça a necessidade de maior equilíbrio e responsabilidade conjunta na governança da cadeia produtiva”, ainda adverte.
No Rio Grande do Sul, a cultura do tabaco está presente em 208 municípios, e cerca de 92% da produção é oriunda da agricultura familiar, “o que evidencia a relevância social e econômica da atividade para milhares de famílias e reforça a necessidade de medidas efetivas para o setor.”
Fonte: Correio do Povo
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |