Diabete tipo 01 - Manual de exercícios
Gente com esse tipo de doença se beneficia, sim, da atividade física. Mas a eficácia e a segurança do tratamento à base de suor dependem de muitos cuidados. Muitas são as barreiras que fazem os portadores de diabete tipo 1 não aderirem a uma vida ativa. O medo da hipoglicemia e a falta de conhecimento sobre como treinar estão entre eles. A atividade física exige um pouco de trabalho dos pacientes, mas vale a pena. Para começar, ela reduz picos de glicemia, que, com os anos, lesam os vasos sanguíneos, favorecendo infarto, AVC ou até cegueira, entre outros males. Tamanho benefício vem acompanhado de uma diminuição na necessidade de insulina. Some a isso o fato de o esforço físico afastar males como hipertensão e colesterol alto, que ameaçam especialmente os indivíduos com o sangue doce. A combinação do diabete com essas condições aumenta ainda mais a suscetibilidade a problemas cardiovasculares.
A seguir, destacam-se os principais tópicos para o diabético tipo 1 se livrar das amarras que o prendem ao sedentarismo:
QUANTIDADE E FREQUÊNCIA: A recomendação é de 150 minutos de exercício aeróbio por semana em ritmo moderado, incluindo ao menos mais duas sessões de musculação ou pilates que fortaleça bíceps, abdômen e companhia. Em nome da segurança, é recomendado não agendar mais de dois dias consecutivos de ginástica. Já na infância e na adolescência, preconiza-se uma hora de agito por dia. Vale pega-pega, amarelinha, natação, futebol, etc.
TIPO DE TREINAMENTO: As atividades aeróbias moderadas, como uma caminhada rápida, promovem uma queda no açúcar do sangue, as intensas e o levantamento de peso chegam a fazê-lo subir.
HORÁRIO: O horário menos indicado seria no final da tarde em diante, pois eleva a probabilidade de hipoglicemia noturna. Mas, com ajustes na medicação e na dieta, é seguro treinar após o pôr do sol.
QUANDO NÃO FAZER: Se a glicemia estiver descontrolada por um bom tempo, modalidades intensas são contraindicadas. Isso vale ainda mais para quem já apresenta retinopatia diabética, falência renal ou outra implicação significativa. Já as moderadas ou leves, desde que bem orientadas, trarão benefícios a esses subgrupos mais abalados. De resto, ressalta-se que um episódio de hipoglicemia grave demanda repouso nas 24 horas seguintes. Que fique claro, ninguém está proibido de se mexer para o resto da vida.
Atividades diferentes geram efeitos diferentes. Mas, com orientação, todas fazem muito bem. As aeróbias geram maiores quedas na glicemia, na pressão e no colesterol, mas cobram maior sintonia entre cardápio e medicação para não culminarem em hipoglicemia. A musculação deixa os músculos vigorosos e é menos associada a quedas súbitas de glicemia, mas sem uma regulação dos remédios, pode desencadear hiperglicemia. A vantagem do trabalho intervalado de alta intensidade é de que estabiliza a glicemia, no entanto os instantes de maior esforço sobrecarregariam diabéticos mais debilitados.

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