Leia na íntegra o texto do Pároco da Igreja Católica de Crissiumal

Só os vivos celebram os mortos, isto até parece uma ironia, mas é sim uma situação natural, pois, só os vivos podem ter atitudes. O agir é próprio só dos vivos.
Existe um dia dos mortos, não comemoramos um dia dos vivos, pois vivemos no dia a dia. Quando refletimos sobre vivos e mortos perguntamos quem está vivo e quem está morto? Certamente o dicionário nos responderá; vivos são os que vivem, e mortos são os que deixaram de viver. Verdadeiramente vivo é quem vive para Deus, assim nos diz São Paulo. “Se vivemos, é para o Senhor que vivemos” (Rm 14,8). Mortos são os que não estão na graça, estão na condenação.
A morte é conseqüência do pecado, viver no pecado não é vida para o cristão, mas é um estado de morte. A morte física, corporal existe. Não deveria acontecer que um vivo não vivesse para Deus que é o Senhor da nossa vida.
Os filhos de Deus não podem viver por viver. Não somos apenas animais, mas, além disso, somos seres racionais de corpo e alma.
Já que fomos concebidos no pecado, também fomos regenerados em Cristo. Nascidos no pecado, mas renascidos pela graça. Sim Cristo nos resgatou para a vida eterna. Pobres e dignos de dó são os que não acreditam na vida após a morte “Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado uma desgraça” (sb 3,1b). Nós somos gente de esperança e de fé.
O nascimento e a morte são verdades que o ser humano conhece desde o princípio. A verdade maior que dá sentido para a vida e para a própria morte é ressurreição anunciada e realizada por Jesus Cristo. É natural ao ser humano nascer e morrer. A ressurreição foge ao natural, é uma conquista de Cristo. “Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos” (Rm 14,8).
Fomos criados para a vida, mas esta nos foi interceptada pelo pecado, mas Cristo venceu a morte tornando-nos herdeiros da vida eterna. São Paulo nos diz: “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20). “Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Sb3). “A vida dos justos está nas mãos de Deus” (Sb3, 1a).
Como alguém poderia aspirar à vida eterna a não ser vivendo para Deus. Criados por Deus, destinados á vida eterna. Um ser humano que vive mundanamente está como quem vive para o suicídio.
Amigo! Estamos nesta vida, vale apena viver a vida para Deus. A meta do ser humano é conquistar a vida eterna. A maior frustração humana seria o mesmo se perder, não alcançando a salvação. Vivamos bem a vida para ressuscitar para sempre.
Por: Pe. Renato José Rohr scj
Postado: Leila Ruver
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