Tarso Genro defende o imposto como forma de proteger a indústria gaúcha
A extinção do chamado Imposto de Fronteira foi um dos principais temas de embate entre os micro e pequenos empresários do comércio gaúcho e o atual governador Tarso Genro, especialmente nos últimos dois anos. Enquanto os micro e pequenos empresários realizaram protestos e articularam com os deputados a votação do fim do imposto, o atual governador vetou a extinção da tributação alegando que se tratava de uma medida de proteção à indústria gaúcha.
A situação, entretanto, vai mudar nos primeiros dias do governo de José Ivo Sartori (PMDB) e de seu vice José Paulo Cairoli (PSD). Ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Estado (Federasul) e representante do empresariado gaúcho, o futuro vice-governador do Estado garante que o fim do Imposto de Fronteira será uma das primeiras medidas de seu governo.
Na prática, o Imposto de Fronteira é uma taxa extra aplicada aos produtos comprados de outros estados do País quando adquiridos por empresas optantes pelo Simples, ampliando em 5% o valor do ICMS. O imposto foi criado no fim do governo Yeda Crusius, por decreto, e mantido durante a gestão Tarso Genro. No fim do ano passado, os deputados gaúchos aprovaram o fim do imposto mas, alegando que não se tratava de competência do Legislativo, o Piratini não colocou em prática a decisão.
Outra questão tributária que contará com apoio de Cairoli em âmbito federal é pela simplificação da cobrança de tributos, antes mesmo de uma reforma tributária. Entre as alterações pretendidas por Cairoli está a arrecadação de ICMS nas compras pela internet. Atualmente, o ICMS é recolhido no estado em que o produto é enviado, enquanto o vice-governador eleito defende que o ICMS seja recolhido no estado da compra do produto pela internet.
Fonte:Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |