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Geral - 03/05/2012 - Governo estuda proposta para reduzir rendimento da poupança


Medida faria parte da estratégia para garantir o crescimento econômico do País

A presidente Dilma Rousseff inicia nesta semana uma rodada de reuniões com centrais sindicais, empresários e Conselho Político. O foco é reforçar a necessidade de medidas para garantir o crescimento econômico do País. A estratégia para esses encontros foi discutida nessa quarta-feira entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a chefe do Executivo.

A senha para novas mudanças na economia foi reforçada com aSinalização do Banco central(BC), na semana passada, de que os juros podem continuar caindo. Entre as medidas que o governo estuda está a redução da rentabilidade da caderneta de poupança. Os estudos do governo estão concluídos e a avaliação está apenas na definição do timing para a divulgação da proposta.

Nesta quinta-feira, Dilma se reúne com líderes governistas e partidários, que formam o Conselho Político. Em seguida, ela terá um encontro com sindicalistas. No início da tarde, está prevista uma reunião com empresários. Embora a situação do Brasil esteja distinta dos países europeus, um agravamento da crise na zona do euro, com mais países sendo arrastados para a recessão, força o governo a buscar saída para o aumento da produção e do fortalecimento do mercado interno.

Apesar de o governo trabalhar com a expectativa de um crescimento de 4,5%, a sondagem do mercado revelada na última pesquisa Focus, do BC, estima um crescimento de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse é o momento ideal para a presidente colocar o que pretende como resultado de sua política econômica. Ela desfruta de uma elevadíssima popularidade que dá amparo à intensidade de suas posições contrárias à alta dos juros e dos spreads bancários. Como se trata de uma matéria polêmica e que depende do apoio do Congresso para sua aprovação, o governo precisa eliminar as barreiras políticas e desconstruir o discurso da oposição de que está alterando o rendimento da poupança, como fez o ex-presidente Collor.

Paralelamente, Dilma mantém no ringue as instituições financeiras, que na sua avaliação podem baratear o custo dos empréstimos. Apesar disso, o governo se preocupa em não desestruturar o mercado financeiro, principalmente os fundos de investimento que, com a redução dos juros, perdem atratividade.

Ainda não se percebe uma migração forte dos recursos dos fundos para a poupança, mas uma queda mais acentuada dos juros obrigará a uma redução da tributação dos fundos.

 

Fonte: Correio do Povo

Postado: Leila Ruver
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