Levantamento é da Federação das Santas Casas do RS

As Santas Casas e os Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul completam, nesta terça-feira (31), cinco meses sem receber verbas de programas específicos do governo do Estado. São 245 instituições que enfrentam falta de dinheiro e reduzem atendimento à população.
Segundo a Federação das Santas Casas, o Piratini não repassa, desde dezembro de 2015, R$ 36 milhões mensais - sendo parte em serviços que já foram prestados, totalizando R$ 180 milhões.
Com a falta de repasse, os funcionários de 43% das instituições estão com salários atrasados e 39% já realizaram demissões, entre janeiro e maio, segundo a pesquisa. O levantamento ainda mostra que os honorários médicos estão atrasados em 71% das instituições e que 26% diminuíram o número de internações e 21% de atendimentos.
A redução nos atendimentos afeta duas instituições do Vale do Paranhana. O Hospital São Francisco de Assis, em Parobé, por exemplo, suspendeu as cirurgias traumatológicas para manter a emergência e o centro obstétrico em funcionamento. Das oito cidades da região, é a única que realiza partos. Segundo a administração do hospital, os atrasos chegam a R$ 3,3 milhões.
Em Igrejinha, o Hospital Bom Pastor afirma que tem R$ 816 mil em atrasos para receber. No entanto, ainda existe atendimento particular, convênio e uma parceria com a prefeitura municipal que aliviam a folha de pagamento.
As consequências, além da redução do público atendimento, são as paralisações de funcionários e médicos que estão com salários atrasados. Nos últimos meses, apenas na área de abrangência do Sindisaúde de Porto Alegre, hospitais da Capital, de Osório e Bom Princípio já paralisaram as atividades. Ainda há uma assembleia marcada para Santo Antônio da Patrulha na próxima semana.
No início do mês, o governo do Estado repassou R$ 140 milhões a hospitais, clínicas e laboratórios que atendem ao SUS. Deste total, R$ 80 milhões são recursos do Tesouro do Estado e vão quitar pendências dos meses de janeiro, fevereiro e março referentes ao pagamento da produção de serviços de Média e Alta Complexidade prestados pelas instituições de saúde.
GAÚCHA
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |