Notícia

Polícia - 30/11/2013 - Falta de leito em UTI foi um dos motivos da morte da criança violentada em Barra do Guarita


Informação é do Jornal Correio do Povo

Uma menina de sete anos morreu na manhã deste sábado no Hospital Santo Antônio de Tenente Portela, no Noroeste gaúcho, por falta de um leito em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. A criança teria sido violentada, espancada e abandonada junto a um matagal em Barra do Guarita. 

 

No hospital Santo Antônio foram três tentativas junto à Central de Leitos do Estado, que não conseguiu vaga para a menina. Seis horas depois de dar entrada na instituição de Tenente Portela, a criança faleceu. "Depois que recebemos a criança, que ela foi estabilizada e já estava no respirador, a gente fez o contato com a central, principalmente devido ao traumatismo craniano que era muito grave. Foi prontamente informado pela médica de regulação que não havia nenhum leito disponível de UTI pediátrica no Estado", relatou a pediatra Carla Matiussi que atendeu a menina. 

 

A médica contou que ligou outras duas vezes, mas não obteve sucesso. "Faltou a sequência no tratamento", lamentou. A criança ingressou no hospital pouco depois da meia-noite e morreu perto das 6h10min deste sábado. Havia lesões visíveis de abuso sexual, hipotermia, fratura de clavícula e traumatismo craniano grave. Os hospitais equipados com UTI mais próximos de Tenente Portela são os de Ijuí e de Passo Fundo, mas em nenhum deles havia vaga. 

 

Motoristas de ônibus da empresa Roquetur viram a criança tentando fugir de um suspeito em direção à esquina Limberger em Barra do Guarita, na noite dessa sexta-feira. Buscas foram feitas e a menina foi encontrada caída num mato – onde havia água acumulada – despida e com ferimentos graves na cabeça.

 

Postagem original: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=513204

Fonte: Ricardo Pont / Rádio Guaíba

 

Segundo o Site Agito RS, quatro homens foram detidos, três na Delegacia de Polícia de Barra do Guarita, e um na delegacia de Itapiranga, suspeitos pelo estupro de Kimberly de Oliveira da Rosa, 6 anos, ocorrido na noite de ontem. Dois dos suspeitos são indígenas.

 

A comunidade revoltada cercou a delegacia de polícia e aguarda o desfecho do caso.

 

A foto é da Folha Guaritense

 

 

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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