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Ageleite - 30/11/2011 - Momento Leite 059


Confira os destaques desta edição

 

Destaques da edição nº.59 - Momento Leite:

Análise mercadológica, safra e importações apontam queda no preço do leite – Com o início da safra em importantes regiões produtoras do Brasil e as crescentes importações de leite em pó pressionam o preço do leite no mercado brasileiro, o preço pago ao produtor em novembro (referente à produção entregue em outubro) caiu 3,9% em relação ao mês anterior.
No mercado de leite “spot” (comercialização de leite cru entre empresas e cooperativas) houve em média queda de 5% e 7% nos preços negociados entre a primeira e a segunda quinzena de novembro.

Para o pagamento em dezembro (referente à produção entregue em novembro), 83% dos representantes do setor entrevistados (responsáveis por 95% do volume amostrado) esperam queda de preços. Para os 17% restantes (que respondem por 5% do volume da amostra), deve haver estabilidade de preços. Nenhum dos agentes consultados, portanto, acredita em alta de preços para o próximo pagamento.

A oferta de leite está crescendo nas bacias leiteiras do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do Brasil. Apesar de as chuvas terem atrasado um pouco, que tradicionalmente começam em setembro, não impediu a pressão de uma oferta maior.
Outro fator que influencia a queda dos preços é a demanda menor neste período do ano. O atacado de longa vida está sem sustentação desde outubro, devido à formação de estoques pelo mercado varejista. 

Nos últimos três meses o preço do leite vida no atacado acumula uma queda superior a 15,38%, o equivalente a R$ 0,30 a menos por litro, enquanto que os preços em nível de produtor caíram apenas R$ 0,05 a R$ 0,08 até o momento.

A safra do leite influencia, mas a recente queda está relacionada também ao avanço das importações de leite em pó este ano. As empresas deixaram de produzir leite em pó e produziram mais leite longa vida. Segundo dados do Ministério da Agricultura, entre janeiro e outubro deste ano, o Brasil importou US$ 507 milhões em produtos lácteos, um aumento de 113,4% sobre igual de 2010.

O real valorizado ante o dólar durante a maior parte do ano tirou a competitividade do produto brasileiro e acabou favorecendo as exportações de lácteos dos vizinhos do Mercosul, como Uruguai e Argentina, ao Brasil.

As compras do Uruguai foram as que mais cresceram, já que com a Argentina vigora um sistema de cotas que limita as importações de leite em pó daquele país. Neste ano, os argentinos tentaram ampliar a cota de 3.300 toneladas mensais para até 5 mil toneladas, mas o Brasil não concordou. Só este mês, um acordo entre os setores privados dos dois países definiu a cota em 3.600 toneladas por mês.

As vendas de leite em pó do Uruguai para o Brasil ganharam espaço neste ano. Em setembro, foram 4.475 toneladas e em outubro, 5.500 toneladas, um recorde. Aqui vale lembrar, que o Uruguai está livre de cota.

Além de incomodar o setor de leite brasileiro, o avanço uruguaio também já gera reclamações dos argentinos. Em 2008, quando o Brasil importou 30 mil toneladas de leite em pó, 74% foram provenientes da Argentina e 15% do Uruguai. Este ano, até outubro (74,7 mil toneladas), 54,5% vieram da Argentina e 39% do Uruguai. As importações de queijo também cresceram este ano, aumentando a concorrência com a indústria nacional.  (Fonte: Cepea / Terra Viva – Adaptado equipe Ageleite)


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Postado: José Valdenir Mallmann
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