Atendimentos no Pronto-Socorro serão classificados em quatro níveis, de acordo com a gravidade de cada caso

Em experimentação há três meses, o Acolhimento com Classificação de Risco no Pronto-Socorro do Hospital de Caridade de Crissiumal passa a valer a partir da próxima terça-feira, 1º de novembro.
Depois das enfermeiras passarem por treinamentos na capital gaúcha e de toda a equipe de enfermagem do HCC estar a par do funcionamento desta metodologia, esse protocolo de atendimentos passa a ser executado para definir a priorização dos atendimentos médicos.
As enfermeiras Cristiane Stürmer e Fábia Bickel, que passaram pela capacitação e treinamento em Porto Alegre explicam que esse período de testes foi necessário para adaptar a equipe e os pacientes dentro destas orientações e que agora, os médicos de plantão também estão cientes deste protocolo, criando assim uma rede segura e validada para atingir o objetivo principal, que é identificar as pessoas que necessitam de atendimento imediato ou que não estão gravemente enfermas.
“Atualmente, os protocolos de triagem realizam uma classificação dos doentes. Grande parte das pessoas que procuram o pronto-socorro não necessita de atendimento imediato ou não estão gravemente doentes. Assim, os protocolos existentes têm como objetivo identificar os sintomas dos pacientes, apontando a necessidade de atendimento de acordo com grau de sofrimento e gravidade. Para isso, é utilizado um sistema de cores. E essa avaliação é sempre realizada pela enfermeira de plantão”, explica a enfermeira Cristiane.
A classificação de risco foi construída por meio de metodologia sólida que proporciona assertividade ao grupo de profissionais que trabalham no Pronto-Socorro, como enfermeiras, técnicos e médicos. O uso desses protocolos traz segurança ao paciente, que passa a ter o atendimento organizado pela gravidade e não mais pela ordem de chegada ao serviço de saúde. “A utilização de protocolos validados e confiáveis, como essa classificação de risco, traz segurança para o paciente, mas também para nós, profissionais que realizamos esta classificação por meio de um instrumento com efetividade reconhecida e validada”, atesta a enfermeira Cristiane.
A próxima etapa é capacitar e trocar experiências com a equipe dos ESFs para que essa metodologia possa ser aplicada também nas Unidades de Saúde do Município.
Entenda a classificação por cores:
Acolhimento: O primeiro contato entre paciente (de 12 a 60 anos) pode ser feita pelo próprio paciente, quando possível, ou por um acompanhante, em casos mais graves, na Recepção.
A partir deste contato, o paciente é avaliado pela enfermeira, que tendo conhecimento de diversos critérios apontados pelo protocolo, e na avaliação de sintomas e sinais do paciente, vai definir a gravidade, e não mais por ordem de chegada, e a partir daí, inicia-se a espera pelo atendimento, que pode variar de zero (imediatamente) a 240 minutos.
AZUL: NÃO URGENTE
Tempo de espera após a avaliação da enfermeira: 120 a 240 minutos
Paciente com estabilidade de saúde, atendimento eletivo na rede Básica de saúde (ESF). Equipe hospitalar garantirá o acesso aos atendimentos na rede básica. Ex: Atendimento psicossocial, tosse crônica, dor lombar...
VERDE: MENOR URGÊNCIA – SEM RISCO DE VIDA
Tempo de espera após a avaliação da enfermeira: 60 a 120 minutos
Paciente sem risco de morte ou lesão de órgão: diarreia, cefaleia, febre baixa.
AMARELO: URGÊNCIA – GRAVIDADE MODERADA
Tempo de espera após a avaliação da enfermeira: 30 a 60 minutos
Paciente sem risco de morte iminente, intervenção com brevidade: Casos de crise asmática, cólica renal, febre alta...
LARANJA: URGÊNCIA – CASOS GRAVES
Tempo de espera após a avaliação da enfermeira: 5 a 15 minutos
Necessita atendimento rápido com risco significativo. Ex: picada de cobra, vítimas de acidente...
VERMELHO: REANIMAÇÃO – CASO GRAVÍSSIMO- RISCO DE MORTE
Necessita atendimento imediato. Ex: parada cardíaca, convulsão, politraumatizados...
FONTE: Ass. Comunicação HCC
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |