Por Andrea Cristina Vettorello Wünsch
Quando a criança nasce, é cercada de proteção e carinho é a mãe. Um laço de infinitas proporções é estabelecido. Forma-se aqui uma ligação emocional, amorosa que nunca mais irá se romper. A figura materna é para o filho o bem mais precioso e a confiança que a criança tem na mãe é imensa.
Conforme a criança cresce, outras pessoas passam a fazer parte da vida dela: o pai, os avós, tios, amiguinhos, enfim o mundo todo, e ela tem que desenvolver maneiras de interagir com cada uma dessas pessoas, mas uma certeza sempre estará presente: "quando eu precisar de algo vou chamar a minha mãe".
Já na idade de ir para a escola, a criança passará uma boa parte do dia sob os cuidados do professor. Este desempenhará o papel de "mãe substituta" por várias horas, cinco dias por semana – não é pouca coisa. Durante este período a mãe está confiando seu filho a esta pessoa, e a expectativa da criança é de que seja bem tratada pela professora como a mãe a trata em casa.
Neste sentido a responsabilidade do professore com este pequeno ser é enorme. As palavras e opiniões de uma professora repercutirão na mente de uma criança para sempre. Alguns podem argumentar que a personalidade da criança é maleável e que muitas destas experiências não serão levadas para a vida adulta, mas ninguém provou isso. O que pode sim ocorrer é que muitas experiências negativas da infância sejam as causas de muitas infelicidades na vida adulta.
Muitos professores ainda não perceberam a importância que eles têm na vida das crianças. Cabe a cada professor a consciência de que cada palavra ou ato seu estará gravado na cabecinha de várias crianças, e poderá modificar a vida delas, para melhor ou pior. Esta profissão não é um simples ganha-pão, é uma responsabilidade imensa com vidas que lhe estão sendo confiadas, portanto é com esta importância e seriedade que deve ser encarada.
Por Andrea Cristina Vettorello Wünsch
Professora de Educação Infantil
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |