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Geral - 29/07/2016 - Professores e outros servidores estaduais se unem à operação-padrão de policiais a partir de segunda


Todas as categorias também aderem à paralisação geral, no dia 4 de agosto

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado decidiu aderir, a partir de segunda-feira, à operação-padrão iniciada hoje pelos trabalhadores da Segurança Pública. A proposta é reduzir as atividades em todos os setores do funcionalismo, inclusive nas escolas estaduais, em protesto contra o parcelamento dos salários pelo governo. Os professores devem reduzir os turnos de aulas, mesmo com o calendário letivo já prejudicado pela greve encerrada no início do mês.

 

O argumento é a falta de condições financeiras até para o deslocamento ao trabalho, já que a parcela inicial dos salários de julho é de apenas R$ 650. A operação-padrão deve se estender enquanto as remunerações do mês anterior não forem quitadas, conforme o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud. Na próxima quinta-feira, dia 4 de agosto, a proposta é de uma paralisação geral no serviço público, como já haviam anunciado os policiais civis e militares.

 

“Salário parcelado equivale a trabalho parcelado também. Segunda-feira, vamos orientar todas as categorias que compareçam, registrem o ponto e trabalhem parceladamente, reduzam atividades. E também, no dia 4, vamos programar um dia de paralisação geral, porque sem segurança não há condição de as crianças irem às escolas. Ainda, os trabalhadores não têm nem condições financeiras de ir trabalhar”, afirmou.

 

A Fessergs também vai recorrer à Defensoria Pública do Estado para exigir que o Estado adote ponto facultativo durante o período de parcelamento dos salários. Outra reivindicação é que o Banrisul prorrogue datas de vencimento de contas dos servidores.

 

Embora sejam impedidos por lei de promover greves, os policiais alegam que, por falta de equipamentos ou viaturas, podem se negar a atender ocorrências. No ano passado, entidades de familiares de brigadianos bloquearam saídas de batalhões para justificar o aquartelamento. Na Polícia Civil, os agentes cancelaram operações especiais e afirmam que não vão estender horários de trabalho ou registrar ocorrências sem gravidade.

 

Servidores da Segurança Pública que protestaram, hoje, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, encerraram o ato em tom de descontentamento. A frustração dos trabalhadores se deve à falta de participação do governador nas negociações. A queixa é de que José Ivo Sartori não recebe os funcionários públicos e nem marca agenda para iniciar um diálogo. No início da tarde, os servidores foram recebidos pelo secretário adjunto da Casa Civil, José Guilherme Kliemann, sem avanços quanto às reivindicações.

 

Fonte:Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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