Sartori informou que terá seis meses para decidir futuro de servidores de fundações extintas

Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini
O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, informou que o Estado vai contar com 2.483 novos policiais militares (PMs) e civis no primeiro semestre de 2017. "Nós já devemos ter hoje e nesta quinta-feira formaturas de bombeiros e PMs. Do total, 1.722 já estão em treinamento. O orçamento ainda prevê um acréscimo de 20% em investimentos na área da Segurança no próximo ano", informou em entrevista à Rádio Guaíba nesta quarta-feira.
A Brigada Militar (BM) irá formar hoje 46 alunos do Curso Básico do Curso Básico de Formação Bombeiro Militar, na escola da categoria, localizada no bairro Santa Cecília, em Porto Alegre Amanhã, será a vez de 159 policiais militares concluírem o curso na Academia de Polícia Militar, no bairro Partenon. As solenidades terão as presenças do secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer.
Sartori lembrou que está em andamento o concurso para Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) com 700 novas vagas. O governador disse ainda que a sua gestão tem cumprido "religiosamente" os reajustes que foram aprovados em 2014 para policiais civis, militares e agentes penitenciários. "Na medida em que as condições econômicas do País e do Estado evoluírem, nós vamos fazer nossa parte", acrescentou.
Questionado sobre o destino dos servidores que integram as fundações que devem ser extintas com a votação do pacote de austeridade na Assembleia Legislativa, Sartori explicou que o governo tem de quatro a seis meses para decidir quantos servidores devem ser realocados e quantos devem ser desligados com indenizações. "Sabemos que é uma tarefa difícil deixar todos com seus direitos e garantias em dia. Ainda temos de absorver no governo o serviço que as entidades faziam. Isso gera contrariedade, mas nós somos solidários e acho que as propostas apresentadas foram pensando nos mais de 11 milhões de gaúchos", observou.
Extinção de novas fundações
Embora o governador tenha mencionado a dificuldade de lidar com a realocação de servidores e indenizações a funcionários que serão desligados, um terceiro problema surgiu no horizonte da gestão de Sartori. Nessa terça-feira, o juiz do Trabalho Gustavo Pucsch, da 18ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, deu um prazo de 24 horas para que o governo e a Fundação Cultural Piratini se manifestem sobre a extinção da entidade. Os sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e dos Trabalhadores pediram a sustação imediata de quaisquer demissões até que seja instaurado o processo de negociação coletiva.
Durante a entrevista, Sartori classificou como especulação a possibilidade de sugerir a extinção de outras fundações. "Nós nunca levantamos essa hipótese. Não sou de apresentar coisas que não estão no cenário. Nós, desde janeiro de 2015, começamos a fazer mudanças no Rio Grande do Sul. Podem não ser as mais eficientes, mas são aquelas que conseguimos apresentar", resumiu.
Fonte: Correio do Povo
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |