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Texto de Opinião - 28/04/2016 - A Construção da Leitura e da Escrita


Por Adriane Georig Jahn, professora na Escola Madre Paulina

 

Todos sabem que o objetivo do 1º ano do ensino fundamental é que o aluno saiba ler e escrever um pequeno texto, que seja compreensível aos olhos de um adulto. 

 

No momento que o aluno entende que existem letras e que estas representam palavras; que há as consoantes, as vogais e, quando combinadas, se transformam em palavras diferentes; que as uniões dessas palavras formam uma frase; que várias frases formam um texto, então podemos dizer que o aluno está alfabetizado.

 

Todas as trocas e omissões de letras são normais nessa fase e não caracterizam problema de aprendizagem. Já no 2º ano, os erros ortográficos diminuem. Diminuirão, o que não significa que desaparecerão.

 

Parece tão simples escrever e ler, que muitos não entendem como acontece esse processo e tornam a aprendizagem da criança num grande conflito. Outras vezes pais e professores não falam a mesma linguagem, confundindo a construção da escrita e leitura da criança.

 

Sabemos que a aprendizagem é diferente para cada criança e o tempo para aquisição da leitura e da escrita não é o mesmo para todos. Percebemos uma angústia e ansiedade dos pais em saber “quando o meu filho vai ler?”. 

 

Hoje muitos alunos vêm da Educação Infantil lendo e escrevendo. Outros bastam alguns dias de aula e já percebemos um grande avanço. No entanto, alguns alunos deixam os professores na expectativa até o final de novembro. Mesmo que cada criança tem o seu tempo, devemos sempre incentivá-las e criar ambientes que facilitem a aquisição da leitura e escrita, de preferência de forma lúdica. Como dizia Esther Pillar Grossi durante os cursos do GEEMPA, “o ritmo da criança quem impõe é o professor”, por isso precisamos chegar perto do aluno e entender a angústia dele, para então transformar isso num caminho para o processo da leitura e escrita.

 

Utopia querer que todos os alunos sejam iguais. Mas com o apoio da equipe diretiva e acompanhamento da família podemos tornar esse processo menos doloroso e mais prazeroso para o aluno.

 

Cada ano letivo que passa, que estou como professora alfabetizadora, vejo que é o período de maior aprendizagem da vida escolar de uma criança. É tão visível e gratificante a construção do crescimento deles, que professor nenhum fica sem se emocionar.

 

Adriane Georig Jahn

Professora do 1º ano na Escola Municipal de Ensino Fundamental Madre Paulina

Licenciatura em Matemática e Pós-graduada em Educação Especial

 

 

Postado: Leila Ruver
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