Por que sentimos cãibra ao malhar demais?
Ela é uma contração involuntária, dolorosa e que não causa lesões mais graves. Os cientistas ainda não conseguiram definir com certeza a sua origem, mas fazem especulações. Existem duas hipóteses que são mais aceitas hoje em dia.
Hipótese A: O músculo utiliza a glicose como combustível. Um dos resultados desse processo é a produção de ácido lático. Quando o esforço é pesado, o organismo não consegue eliminar essa substância, que vai se acumulando aos poucos. Em excesso, ela altera o pH local, que, mais ácido, atrapalha diversas funções das células. Daí o músculo entra em fadiga. Se a atividade não é interrompida, a quantidade de ácido lático fica tão alta que incita doídos espasmos musculares. É a cãibra.
Hipótese B: Um impulso elétrico sai do cérebro, passa pela medula e pelos neurônios motores e chega até o músculo. A mensagem é simples e direta: comece a se mexer. A partir desse recado, moléculas de potássio saem das fibras e as de sódio entram. Depois trocam de lugar de novo. E outra vez. Esse vaivém põe a musculatura para trabalhar. Acontece que, se o esporte dura mais de uma hora ou é muito puxado, o corpo começa a perder sais minerais, como o sódio e o potássio, por meio da transpiração. Aí, o equilíbrio entre os dois elementos é afetado e aquela variação de posições se torna deficiente. O músculo fica pirado, contraindo-se intensamente sem relaxar.
As áreas do corpo mais atingidas pelo problema são o bíceps, o abdômen, o músculo posterior da coxa, a panturrilha e a planta do pé (pode falar à vontade: a língua é o único músculo que não tem cãibra). Durante a crise, procure alongar a região acometida pela cãibra de maneira suave, sem fazer deslocamentos bruscos, e nada de puxar as pernas com força, como fazem os jogadores de futebol. Ainda vale fazer massagem para aliviar um pouquinho a dor.
Você sabia que 95% das pessoas já tiveram, ou terão cãibras? Para prevenir o problema, não adianta comer uma penca de bananas. O segredo está na alimentação equilibrada. Também capriche na hidratação durante o esforço físico. Isotônicos também podem ajudar, mas só se o exercício for longo e extenuante. Procure uma orientação especializada para lhe orientar.

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