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Saúde - 28/01/2016 - Prefeito Bergmann participou de encontro com o Governo do Estado, para debater estratégias de controle do Aedes Aegypti


Número de notificações de Dengue triplicou nas primeiras semanas de 2016

Devido ao expressivo aumento no índice de infestação do Aedes aegypti no Estado, as autoridades governamentais estão promovendo ações de mobilização em combate à proliferação do mosquito.

 

Na tarde de terça-feira (26), o prefeito Roberto Bergmann acompanhado do Secretário Municipal de Saúde Eduardo da Silva Santos e dos Agentes de Vigilância Sanitária Celso Wechter e Daniela Ritter, participou de um debate sobre estratégias de monitoramento e medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. O encontro aconteceu em Ijuí, no salão de atos do campus da Unijuí, e contou com a presença do Governador do Estado em exercício José Paulo Cairoli, do Secretário Estadual de Saúde João Gabbardo dos Reis, do Chefe da Casa Militar Tenente Coronel Everton Oltramari e demais prefeitos e secretários municipais de saúde da Região Noroeste.

 

O Brasil encontra-se em estado de emergência na Saúde Pública, devido a epidemia de microcefalia causada pelo Zika Vírus. O Secretário de Saúde João Gabbardo, alertou para o número de notificações de Dengue, que triplicou nas primeiras semanas de 2016, comparado ao mesmo período do ano passado. “Nós estamos enfrentando uma situação muito grave no nosso país, talvez, a situação de saúde pública mais grave que nós já presenciamos. E, infelizmente, as notícias não são boas, no monitoramento comparando as três primeiras semanas de 2016, com as três primeiras semanas de 2015, lembrando que 2015, foi o ano com o maior numero de Dengue no Estado, nós triplicamos as notificações, e esses números, ainda, não são encerrados, é provável que muitos municípios não tenham enviado os seus dados. Quando fui questionado, numa entrevista, se a nossa preocupação era maior com o Zika Vírus, com o Ades aegyti, do que com a AIDS ou com o Câncer, eu respondi que sim, nossa preocupação, hoje, é muito maior para essas questões relacionadas a transmissões de doenças pelo Aedes aegypti, porque para essas outras situações, como a AIDS e Câncer, nos temos muitas coisas pra fazer, nós podemos prevenir, nós temos mecanismos de prevenção, quando nós falhamos na prevenção, nós podemos tratar, temos medicamentos, e a pessoa pode levar uma vida normal. E, ressaltando, com o Zika Vírus e, principalmente, com a consequência que ele causa nas gestantes, que é a microcefalia, nós temos pouca coisa a fazer, quase nada!”

 

Segundo Gabbardo a microcefalia, causada pelo Zika Vírus pode provocar uma série de complicações no desenvolvimento de uma criança, comprometendo o sistema nervoso central e de todas as suas atividades, sem nenhuma chance de recuperação. O Secretário lembra, ainda, que o governo não está preparado para enfrentar uma realidade como esta, “O número de casos é muito grande, e cresce a cada semana, numa taxa superior a 10% no país. O país não esta preparado para atender e dar assistência a essas crianças, se o número continuar aumentando”, afirmou ele. 

 

O Rio Grande do Sul tem uma vantagem, comparado aos demais estados da Nação, pois, segundo Gabbardo, não há, ainda, a circulação do Zika Vírus, mas que para isso, é preciso realizar ações para reduzir a proliferação do mosquito Aedes e impedir a transmissão dessa doença. O Estado, muito preocupado com essa situação, criou o Comitê Estadual Intersetorial de Combate ao Mosquito Aedes aegypti, coordenado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), e com a participação de 13 Secretarias Estaduais, além da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), e Exercito, para desenvolver ações e intensificar o combate ao Aedes.

 

O Chefe da Casa Militar Tenente Coronel Everton Oltramari, encorajou as autoridades e representantes presentes, no enfrentamento e combate ao mosquito, “O Exército está se aliando nesta causa, neste trabalho de combate. Todos precisamos ser soldados no combate ao Aedes, Governo Federal, Estadual, Municipal e sociedade. Os municípios, desta região, podem dar o exemplo a todo o resto do Estado, pelo engajamento e iniciativa de medidas simples, mas de extrema necessidade na batalha contra o mosquito. Precisamos disseminar esta tarefa de combate ao Aedes, em todos os meios possíveis”, evidenciou Oltramari.

 

O Governado do Estado em exercício José Paulo Cairoli anunciou que o dia 13 de fevereiro será o dia "D" contra o Aedes aegypti, no Brasil. "Por determinação da presidente Dilma, 220 mil homens do Exército estarão em todo o país para conscientizar as pessoas e vistoriar casas. Destes, 20 mil estarão percorrendo o Rio Grande do Sul. No entanto, por determinação governamental, o estado terá mais 20 mil agentes da área da saúde e outros 20 mil técnicos de secretarias estaduais e municipais”, antecipou Cairoli. Ao todo, serão 60 mil agentes, orientando a população a identificar criadouros e a multiplicar ações preventivas. “A Saúde é o bem mais precioso da nossa sociedade, ela vem antes de tudo, se nós não tivermos saúde nós não temos pessoas, se nós não tivermos pessoas, nós não temos Estado. Quero fazer um chamamento a todas as secretarias que não são da área da saúde, para que se integrem neste trabalho de prevenção e combate. Quero deixar bem claro da necessidade da integração das diversas entidades, principalmente das outras secretarias do estado, é primordial a participação efetiva de todos”, enfatizou o Governador. 

 

Após o pronunciamento do Governador, a Diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde Marilina Bercini, apresentou os dados sobre a situação da região e do Estado e as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti. Segundo os dados repassados, são 20 países das Américas que registraram transmissão de vírus Zika. No Brasil, há 21 estados com circulação de Zika Vírus, desde 2015. Ainda, foram emitidos dados referentes às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), onde a 17ª CRS, que abrange 20 municípios, possui 19 municípios com infestação pelo Aedes aegypti, equivalente à 95% dos município atendidos pela Coordenadoria. No Estado são 35,4% dos municípios infestados. Foram notificados em 2015, 27 casos de Febre por Zika Vírus no estado, em 2016, já foram 13, porém nenhum se confirmou. Diante deste cenário epidemiológico, é importante conscientizar a população de que não há vacina disponível contra a dengue, chikungunya e Zika Vírus, e nem medicamentos específicos para tratar os doentes. É de extrema importância incorporar os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), nas ações de prevenção e controle de vetores. São 10.000 ACS no Rio Grande do Sul e os municípios terão que fazer mutirões de limpeza pública.

 

De acordo com o Prefeito Roberto Bergmann, todas as informações sobre as doenças causadas pelo Aedes aegypti, bem como, suas graves consequências, e, também, as instruções de como prevenir e combater o mosquito, são de conhecimento de todos. Basta, agora, a sociedade continuar colaborando, mantendo seus quintais limpos, não deixando água parada, denunciando possíveis focos de proliferação e permitindo o trabalho dos Agentes de Vigilância Sanitária, que realizam o trabalho de prevenção e cuidado com a saúde de cada família do Município.

 

FONTE/ FOTOS: ANDRÉIA C. S. QUEIROZ- ASSESSORIA DE IMPRENSA/PREFEITURA MUNICIPAL DE CRISSIUMAL

 

 

 

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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