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Texto de Opinião - 27/07/2021 - Lacunas de aprendizagem causadas pela pandemia


Por professora Adriane Georig Jahn

Estamos todos vivendo aterrorizados com o que a pandemia nos trouxe: isolamento social, desenvolvimento de doenças emocionais, perda de parentes e amigos, desempregos, ensino remoto, etc.

Com uma provável extensão ainda do COVID-19 e a possibilidade de manutenção do ensino remoto e híbrido para todo ano letivo de 2021, as escolas continuam com grandes desafios pela frente.

O primeiro desafio, que já deveria ter sido solucionado, é o aprimoramento do ensino a distância, tanto em relação às ferramentas como uma melhor preparação dos professores para utilizá-los. Além das escolas necessitarem um maior apoio e acompanhamento dos pais nas atividades escolares.

O segundo, o mais preocupante, está em lidar com as lacunas de aprendizagem dos alunos que tiveram dificuldade de estudar em casa e ainda que sofreram com a falta de acessibilidade na educação remota ou ainda vem sofrendo. 

Somos todos sabedores, que essa nova forma de ensinar deixou várias lacunas no decorrer do ano letivo de 2020 e continua deixando em 2021. Portanto, quando as escolas reabrirem efetivamente para todos, os alunos retornarão com níveis muito diferentes de conhecimentos e habilidades, que poderão acarretar os anos seguintes e, até mesmo, o futuro profissional desses jovens no mercado de trabalho. 

Por conta dessas constatações, órgãos ligados à educação, como UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e CNE (Conselho Nacional da Educação) recomendam a realização de uma avaliação para diagnosticar as lacunas de aprendizagem, a fim de definir planos de ações voltadas para reduzir os danos e assegurar que essas aprendizagens sejam adquiridas no decorrer dos próximos anos letivos. 

Esse diagnóstico avaliativo deverá ser elaborado de acordo com o nível que a criança se encontra e de acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Após a aplicação, deve se levar em conta o desempenho da turma e o desempenho individual, para então, planejar a recuperação desses alunos, que pode acontecer através de aulas virtuais sobre assuntos específicos, tarefas extras, aulas de reforço, etc. Depois podem ser feitas novas avaliações para acompanhar a evolução de cada aluno.

Por fim, vale ressaltar que, embora os métodos avaliativos para diagnosticar as lacunas de aprendizagem sejam fundamentais, existem outros fatores que as escolas precisam se preocupar na volta presencial às aulas: as habilidades socioemocionais e o acolhimento, não só dos alunos, mas das famílias, dos professores e dos funcionários da escola. 

Adriane Georig Jahn - Professora Municipal com formação em Licenciatura em Matemática e Pós Graduação em Educação Especial. 

Postado: Leila Ruver
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