Por Luiza De Rosso - Professora da Rede Municipal e Estadual de Ensino
Cada vez mais famílias têm optado por ter apenas um filho. Essa decisão, muitas vezes tomada de forma consciente, envolve reflexões profundas sobre as responsabilidades de ser pai e mãe, a condição financeira, o estilo de vida e até mesmo preocupação com o futuro do planeta.
Entre os aspectos positivos, está o fato de que muitos pais tomam essa decisão com base em um planejamento bem pensado. Sabem da responsabilidade de criar uma criança e preferem concentrar seus recursos — tempo, atenção, educação e dinheiro — em um único filho, oferecendo o melhor que podem. Com isso, o filho único tende a receber mais apoio individualizado, incentivo à autonomia e acesso a mais oportunidades, como cursos, viagens e experiências culturais.
No entanto, essa escolha também pode trazer desafios. Uma das dificuldades mais citadas é a ausência de irmãos para brincar, dividir experiências e aprender sobre convivência e limites dentro de casa. Em alguns casos, a criança pode acabar se sentindo sozinha ou desenvolvendo comportamentos mais individualistas e egoístas, justamente por não ter com quem dividir o espaço e a atenção dos pais no dia a dia. Também pode sentir mais pressão para corresponder às expectativas da família, já que carrega sozinha esse papel.
Apesar disso, é importante lembrar que a qualidade das relações familiares, a socialização com amigos, primos e colegas e a forma como os pais lidam com a educação e o afeto fazem toda a diferença no desenvolvimento emocional da criança.
Então, cabe aos pais avaliarem todas as possibilidades, condições e desafios de terem um ou mais filhos para assim planejarem sua família. Afinal, a “maternidade do INSTAGRAN” é bem diferente da realidade, a qual deve ser pensada e planejada com muito cuidado e responsabilidade. Por fim, fica aqui a reflexão: A decisão é somente dos pais? Ou merece ser ouvida a vontade de um indivíduo que tem sonhos de compartilhar seu quarto, suas viagens, suas brincadeiras, suas invenções, suas derrotas, seus medos..?
No fim das contas, ter um filho só ou mais de um é uma escolha pessoal, que deve ser feita com base no que a família acredita ser o melhor para sua realidade. O mais importante é criar um ambiente de amor, diálogo e respeito, onde a criança possa crescer feliz e segura.
(Texto escrito após uma roda de conversa com amigas sobre a questão de ter um ou mais filhos. O cotidiano feminino).
Por Luiza De Rosso
Professora da Rede Municipal e Estadual de Ensino.
Graduação: Letras
Pós-Graduação: Psicopedagogia; e Gestão e Administração Escolar.
Crissiumal, 27/06/2025.
Postado: Leila Ruver
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