Nova camada de inteligência do TECNICON Business Suite conecta IA aos dados reais da operação

Quantos relatórios você abriu nesta semana para chegar à mesma informação? E quantas vezes um desvio importante só apareceu quando já tinha virado problema? Para a maioria das empresas brasileiras, que repetem as mesmas rotinas todos os dias, a resposta é: muitas vezes. Encontrar respostas ainda exige consultar diferentes informações, cruzar dados e dedicar tempo para compreender o que realmente merece atenção.
Foi pensando nesses desafios do dia a dia dos seus clientes que a TECNICON desenvolveu a Tecia, a Inteligência Artificial nativa do TECNICON Business Suite. Ela foi criada para atuar como parceira dos colaboradores, do operacional ao estratégico, conectada aos dados e ao contexto disponíveis no próprio ambiente em que a gestão acontece.
Dados recentes já mostram o avanço do uso de IA nas operações. Pesquisa da KPMG, de 2025, aponta que 86% das empresas brasileiras já utilizam IA, e o relatório Tech Trends, da GFT, mostra que o Brasil está acima da média global na integração de agentes de IA aos fluxos de trabalho (18% das empresas, contra 13% de média mundial).
Ao mesmo tempo, a TIC Empresas 2025, do Cetic.br, mostra que o uso de IA pelas empresas brasileiras passou de 13%, em 2024, para 17%, em 2025, chegando a 50% entre as grandes empresas. Os diferentes recortes metodológicos reforçam um mesmo movimento: a Inteligência Artificial avança no ambiente corporativo, ainda que em diferentes estágios de adoção.
É nesse cenário que a proposta da Tecia ganha relevância: tornar a Inteligência Artificial acessível a diferentes perfis de usuários e conectá-la à realidade da gestão empresarial.
"O maior benefício é potencializar cada um dos colaboradores, podendo fazer muito mais com o mesmo no dia a dia e realmente ajudá-los a tomar melhores decisões. Estamos entregando uma ferramenta em que, desde o nível estratégico, tático e operacional, todos vão se beneficiar", resume Claudiomiro Rex, CEO da TECNICON.
Uma IA que nasce dentro do software de gestão
A Tecia se diferencia de experiências genéricas de Inteligência Artificial, principalmente por estar nativamente integrada ao software de gestão. Ser nativa significa que a inteligência foi concebida para fazer parte do próprio ambiente e da arquitetura do sistema, conectada à estrutura em que dados, processos, regras e permissões do negócio já existem.
Em vez de depender constantemente de exportar informações, copiar dados ou reconstruir o contexto da empresa em uma ferramenta externa, a Tecia pode trabalhar a partir das informações disponíveis no próprio TECNICON Business Suite. A IA responde com base naquele dado, naquele instante.
"Uma IA externa pode ser excelente em raciocínio, mas, se recebe dados incompletos, desatualizados ou sem contexto, vai trazer desvantagem para o negócio, mesmo sendo a melhor do mercado", explica Raquel Compagnon, arquiteta de software da TECNICON que participou do desenvolvimento da Tecia.
Na prática, isso reduz uma etapa comum na utilização de ferramentas externas de IA: selecionar informações do sistema, levá-las para outro ambiente e explicar novamente o contexto necessário para aquela análise. Na Tecia, a inteligência está conectada ao ambiente onde os dados e processos de gestão já se relacionam, respeitando as permissões definidas para cada usuário.
Além disso, um dos principais ganhos que a tecnologia busca proporcionar é o tempo. O que antes poderia exigir a consulta de diferentes informações, o cruzamento de dados e a preparação manual de análises pode ganhar uma nova dinâmica, com a IA apoiando o usuário na interpretação das informações disponíveis no sistema.
Cinco capacidades para diferentes necessidades da gestão
A Tecia reúne cinco capacidades que permitem diferentes formas de interação com a Inteligência Artificial. A Assistente permite conversar com a IA em linguagem natural para fazer perguntas, solicitar análises, comparar informações, criar conteúdos e encontrar respostas para diferentes necessidades do dia a dia.
O Conhecimento permite conectar documentos, textos e outras fontes para compor conjuntos específicos de conhecimento, a partir dos quais o usuário pode fazer perguntas e consultar as referências utilizadas nas respostas.
O Studio transforma uma simples descrição — por exemplo, "quero visualizar o faturamento anual por cliente, com opções de filtro" — em visões personalizadas com indicadores, gráficos e dashboards a partir de uma conversa em linguagem natural, reduzindo a necessidade de desenvolvimento para criar determinadas análises.
Já o Agente permite configurar a inteligência para trabalhar a partir de um objetivo, realizando análises e acompanhamentos específicos de forma recorrente, conforme os dados, critérios e instruções definidos para aquela necessidade.
E o Evento introduz uma nova dinâmica na relação com a IA: determinados acontecimentos dentro do TECNICON Business Suite podem funcionar como gatilhos para que a inteligência analise aquela situação automaticamente. Em cenários configurados, movimentações como uma nota fiscal ou um cadastro podem iniciar uma análise sem que o usuário precise abrir uma nova interação com a IA. Assim, além de responder quando acionada, a inteligência pode ser configurada para perceber situações relevantes a partir de eventos do próprio sistema.
Além dessas cinco capacidades, os clientes também contam com a Inteligência TECNICON, uma experiência de Inteligência Artificial especializada no próprio TECNICON Business Suite. A partir de uma conversa, o usuário pode tirar dúvidas, compreender funcionalidades e receber orientações sobre a utilização do software, ampliando sua autonomia no dia a dia.
Linguagem natural para todos os níveis
O conceito que une todo esse conjunto de benefícios é o que a TECNICON chama de democratização. "Nosso objetivo, desde o início, foi que o usuário pudesse usar a Tecia com uma linguagem o mais natural possível, para democratizar a IA dentro da empresa. Não é preciso saber programar para utilizar a Inteligência Artificial", afirma Raquel.
O mesmo vale tanto para o operador de chão de fábrica quanto para a direção da empresa. Diferentes áreas podem identificar necessidades nas quais a inteligência ajude a consultar, relacionar e interpretar informações: Compras pode cruzar dados relacionados ao abastecimento; Produção pode acompanhar situações relevantes dos processos; e o Financeiro pode relacionar informações contábeis e gerenciais para apoiar análises.
Governança que acompanha a tomada de decisão
À medida que a Inteligência Artificial ganha espaço nas empresas, a discussão deixa de ser apenas sobre acesso à tecnologia e passa também pela capacidade de aplicá-la com contexto, governança e geração de valor.
A Tecia opera dentro das permissões definidas pela própria empresa no sistema: a IA respeita os acessos que o usuário possui às informações utilizadas em cada interação. "Se ele não tem permissão na origem, ela não vai gerar nada para ele", reforça Raquel.
As interações com a inteligência também compõem um histórico rastreável, permitindo registrar informações sobre o que foi solicitado e os resultados gerados, de acordo com os recursos utilizados.
A proposta é que a IA não se torne um atalho para informações às quais o usuário não teria acesso, mas uma nova camada de inteligência sobre uma estrutura de dados, processos e permissões que a empresa já governa.
A IA não é o ponto de partida: o ponto de partida é o negócio. "Não comece pela ferramenta. Escolha suas atividades, seus processos e, principalmente, a sua jornada em que você quer gerar diferencial competitivo", orienta o CEO da TECNICON. A lógica é começar por necessidades reais, identificar atividades que consomem tempo, análises realizadas repetidamente, situações que deveriam ser percebidas antes ou informações que precisam ser relacionadas para apoiar uma decisão.
É a partir desses problemas que a empresa pode identificar onde a Inteligência Artificial realmente faz sentido e transformar, progressivamente, a tecnologia em parte da rotina de gestão.
FONTE: Assessoria TECNICON
FOTO: Divulgação TECNICON
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |