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Geral - 24/02/2015 - Indústrias são afetadas por protestos e supermercados projetam falta de alimentos


As informações são da Rádio Gaúcha

Dentro de dois a três dias, o consumidor sentirá nas prateleiras dos supermercados os efeitos dos protestos de caminhoneiros. Os bloqueios afetarão primeiro a entrega de hortigranjeiros e carne. Para os demais itens, há um estoque de segurança de até 20 dias, estima a Associação Gaúcha de Supermercados.

 

- Estamos monitorando a situação junto à indústria, mas a alta do diesel veio em hora errada. Não apenas pelo encarecimento do frete, como pelo desincentivo à produção própria de energia com geradores em meio a uma grande crise energética. Esperamos uma posição do Governo para que tudo se normalize. – complementa o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

 

Combustível

 

Alguns postos de combustível do interior já registram falta de gasolina comum. É o caso de estabelecimentos no Norte do Estado. Grandes redes, no entanto, têm estoque para uns dois dias, dependendo da procura.

 

Aves

 

Além do transporte de aves, a indústria avícola reclama que não está recebendo rações para alimentar os animais e a produção vai parar. Associação do setor, a Asgav relata que não consegue enviar os conteiners para os portos de Rio Grande e Santa Catarina e laboratórios não recebem amostras de aves para monitoramento de rotina.

 

“O movimento que diz não afetar transportes de cargas vivas e perecíveis, na realidade inviabiliza o fluxo das atividades, pois na busca de rações ou busca de animais vivos, os veículos estão vazios e automaticamente, ficam nos bloqueios.” – argumenta a Asgav.

 

Em Santa Catarina, Aurora Alimentos interrompeu abates. No Paraná, a BRF fez o mesmo.

 

Leite

 

Indústrias estão com 80% da capacidade ociosa porque caminhões estão parados, relatou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul, Alexandre Guerra em entrevista ao Gaúcha Atualidade.

 

- Há indústrias paradas. Trabalhamos com produtos perecíveis, que não podem esperar o dia seguinte.

 

A Associação Brasileira de Proteína Animal faz um relatório sobre a situação para entregar ao ministro Miguel Rosseto, da Secretaria-Geral da Presidência.

 

Fonte: Rádio Gaúcha

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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