Leia na íntegra

Causou muita comoção em toda a região a descoberta de um corpo carbonizado em uma casa na cidade de Horizontina. O corpo de Jaciele Daiane Santos da Silva, 22 anos, que estava desaparecida desde o dia 05 de outubro em Horizontina. Segundo consta, a mesma vivia em um relacionamento conturbado com o ex companheiro e havia uma audiência na justiça agendada para o dia 14 de outubro.
Emoção de um lado. Revolta de outro. Uma confusão de sentimentos paira na mente de muitas pessoas. Em meio a essa confusão, declarações recheadas de ódio contra o suspeito da autoria do crime. O brado por justiça ecoa.
Mas dúvidas continuam no ar. Qual teria sido a motivação para a barbárie? Como se o assassinato não fosse suficientemente grave, a ocultação do corpo e a tentativa de destruir mesmo, queimando-o, revela mais do que apenas raiva incontida. Revela também o desejo de esconder de outros o crime na impossibilidade de desfazer o mal feito, revelando remorso. Esforço inútil. De outras pessoas é possível esconder. Da própria consciência não. Muito menos de um Deus onisciente.
Por outro lado, sugere uma frieza assustadora. Sugere a tentativa de seguir a vida como se nada tivesse acontecido, demonstrando indiferença com a dor e sofrimento causados.
Independente da situação, revela algo maior e que, naturalmente, é a razão última de qualquer crime: a inata maldade humana.
O apostolo Paulo escreve na Carta aos Romanos 3.17: “Não conhecem o caminho da paz e não aprenderam a temer a Deus”. Temer não significa medo, mas respeito, reverência. Uma vida afastada de Deus, sem observar e seguir seus preceitos, não pode produzir bons resultados.
Como a escuridão é a ausência de luz, o frio é ausência de calor, a maldade humana revela a ausência de Deus e seu amor. Quanto menor for a presença de Deus na vida das pessoas, maior será a presença da maldade na sociedade.
Nos voltemos a Deus, pois Ele mesmo nos diz: “Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro, mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã.” (Is. 1.18)
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |