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Texto de Opinião - 22/12/2017 - A criança autista na escola regular


Por Professora Municipal de Educação Infantil Raqueli Cristina Back Kummer Pós graduada em historia

Hoje temos uma dificuldade quando tratamos do assunto da Educação Inclusiva, muita teoria e estudos realizados que relatam causas e consequências das necessidades especiais, mas quando nos deparamos em sala de aula, na nossa pratica diária é que surgem as duvidas e a  busca   de informação sobre o que deve ser feito ou não quando se tem em sala de aula alunos portadores de necessidades especiais. 

Existe uma grande associação entre autismo e deficiência mental, desde o leve até o severo, sendo que se considera que a gravidade desta deficiência mental não está necessariamente associada á gravidade do autismo.

O autismo é uma desordem que faz parte de um grupo de síndromes chamada Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na interação social, afetando a capacidade de comunicação e o uso da imaginação. Gauderer (1997).

Conforme o DSM-IV-TR (2002), o Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. 

O CID 10 (2000) conceitua o autismo como um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por:

- Um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes dos três anos de idade;

- Apresentando uma perturbação característica do desenvolvimento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo;

-Manifestações inespecíficas como fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto agressividade).

Para a Austim Society Of American – ASA (1978) – (Associação Americana do Autismo), o autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida, aparecendo tipicamente nos primeiros três anos de vida.

Principais sintomas:

Relacionamento anormal com pessoas, eventos e objetivos;

Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e linguísticas;

Reações anormais às sensações. As funções mais afetadas são a visão, audição, tato, olfato, gustação, dor, equilíbrio e maneira de manter o corpo;

Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar presentes ou não;

Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.

Embora conceitos diferentes, todos apresentam especificamente dificuldades acentuadas no convívio social, na aquisição e utilização da linguagem e no comportamento inadequado.

A inclusão da criança autista na escola é um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui então um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre as soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.

Existem pontos fundamentais para a inclusão de uma criança autista na escola, para isso é fundamental que todos os envolvidos, família, amigos e escola, os tratem normalmente, tentando entendê-los na sua forma de ser. Iniciar a inclusão na escola comum ainda na educação infantil, respeitando a Idade da criança igual ou com mínima diferença das demais e capacitando  professores e funcionário.  Toda criança portadora de quaisquer necessidades especiais tem direito a educação que necessita. Possuir menos do que ela precisa é colocar em risco seu direito de conviver em sociedade e ser feliz.

Fica a dúvida se realmente essa criança será feliz dentro de um contexto onde suas diferenças são evidentes e  se fará amigos. O importante é compreender que ela é uma criança que precisa ser amada acima de tudo e estimulada um pouco mais para que se desenvolva, caso contrario, estaremos excluindo ao invés de incluir. È uma tarefa que exige muito estudo e busca por informações por parte dos profissionais  envolvidos, aceitação   da família e  amigos para ajudar uma criança autista.

Professora Municipal de Educação Infantil Raqueli Cristina Back Kummer, Pós graduada em historia.

 

 

 

 

 

Postado: Leila Ruver
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