Por Professora Municipal de Educação Infantil Raqueli Cristina Back Kummer Pós graduada em historia

Hoje temos uma dificuldade quando tratamos do assunto da Educação Inclusiva, muita teoria e estudos realizados que relatam causas e consequências das necessidades especiais, mas quando nos deparamos em sala de aula, na nossa pratica diária é que surgem as duvidas e a busca de informação sobre o que deve ser feito ou não quando se tem em sala de aula alunos portadores de necessidades especiais.
Existe uma grande associação entre autismo e deficiência mental, desde o leve até o severo, sendo que se considera que a gravidade desta deficiência mental não está necessariamente associada á gravidade do autismo.
O autismo é uma desordem que faz parte de um grupo de síndromes chamada Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na interação social, afetando a capacidade de comunicação e o uso da imaginação. Gauderer (1997).
Conforme o DSM-IV-TR (2002), o Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
O CID 10 (2000) conceitua o autismo como um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por:
- Um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes dos três anos de idade;
- Apresentando uma perturbação característica do desenvolvimento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo;
-Manifestações inespecíficas como fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto agressividade).
Para a Austim Society Of American – ASA (1978) – (Associação Americana do Autismo), o autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida, aparecendo tipicamente nos primeiros três anos de vida.
Principais sintomas:
Relacionamento anormal com pessoas, eventos e objetivos;
Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e linguísticas;
Reações anormais às sensações. As funções mais afetadas são a visão, audição, tato, olfato, gustação, dor, equilíbrio e maneira de manter o corpo;
Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar presentes ou não;
Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
Embora conceitos diferentes, todos apresentam especificamente dificuldades acentuadas no convívio social, na aquisição e utilização da linguagem e no comportamento inadequado.
A inclusão da criança autista na escola é um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui então um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre as soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.
Existem pontos fundamentais para a inclusão de uma criança autista na escola, para isso é fundamental que todos os envolvidos, família, amigos e escola, os tratem normalmente, tentando entendê-los na sua forma de ser. Iniciar a inclusão na escola comum ainda na educação infantil, respeitando a Idade da criança igual ou com mínima diferença das demais e capacitando professores e funcionário. Toda criança portadora de quaisquer necessidades especiais tem direito a educação que necessita. Possuir menos do que ela precisa é colocar em risco seu direito de conviver em sociedade e ser feliz.
Fica a dúvida se realmente essa criança será feliz dentro de um contexto onde suas diferenças são evidentes e se fará amigos. O importante é compreender que ela é uma criança que precisa ser amada acima de tudo e estimulada um pouco mais para que se desenvolva, caso contrario, estaremos excluindo ao invés de incluir. È uma tarefa que exige muito estudo e busca por informações por parte dos profissionais envolvidos, aceitação da família e amigos para ajudar uma criança autista.
Professora Municipal de Educação Infantil Raqueli Cristina Back Kummer, Pós graduada em historia.
Postado: Leila Ruver
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