Por Katia Cristina Volpatto

A história e a cultura regionalista devem ser assuntos discutidos e preservados no ambiente escolar, sem a necessidade de uma data comemorativa; afinal, conhecer a região e sua origem cultural são fatores importantíssimos para o desenvolvimento social.
O Gauchismo e as Escolas: a diversidade cultural em questão. Neste contexto, precisamos efetuar uma reflexão sobre o gauchismo e o tradicionalismo no Rio Grande do Sul. Partimos da construção mítica da figura do gaúcho e suas utilizações pelo gauchismo, que identifica sua figura como ideal a ser internalizado a partir de múltiplos aprendizados. Como conclusão, desejamos sublinhar algumas dimensões do discurso da diversidade cultural em contextos de culto do gauchismo e do tradicionalismo na atualidade. Isto se dá a partir de análise bibliográfica e de trabalhos de campo, que demonstram o cenário educacional como um campo de disputas perpassado por diferentes formas de violência simbólica, envolvendo ideias, valores e imaginários nos processos de construção das identidades regionais.
O conhecimento da cultura regional é fundamental para o desenvolvimento do educando, pois compreender as raízes de sua região é conhecer a si mesmo e, também, a sua história. Assim, atividades ligadas à história e à cultura regionalista objetivam o desenvolvimento de novas ideias e concepções, embasadas em fatos marcantes ligados à evolução de um povo. O ambiente escolar deve objetivar que os estudantes conheçam as raízes de suas regiões, com o intuito de preservar as tradições, compreender a história e valorizar a cultura, apreciando tudo que ela pode oferecer. Como afirma Luvizzoto (2010), a cultura regional gaúcha, assim como suas expressões, está ligada às tradições, nas quais grande parte dos conhecimentos são mantidos pela convivência em grupo, e embasados em legados e tradições transmitidas por gerações.
Acredita-se que, no ambiente escolar, devem ser desenvolvidas atividades que visem o enriquecimento cultural por meio da valorização regional durante todo o ano letivo, uma vez que, ainda existem muitos estudantes que desconhecem as raízes de hábitos comuns: consomem o chimarrão, mas desconhecem sua origem e simbologia; até usam a indumentária típica, mas não entendem o porquê desse uso, etc. Por isso, a escola, como agência formadora, deve trabalhar a história e a cultura regionalista.
Professora: Katia Cristina Volpatto
Formada na graduação em Gestão Ambiental, Teologia e pedagogia. Cursando o 6º semestre do fonoaudiologia (Unifatecie).
Pós-graduação em Educação Especial com ênfase em AEE; Psicopedagogia Clínica e institucional; Cursando Neuropsicopedagogia.
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |