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Agricultura - 21/03/2025 - Rendimento da soja colhida no RS está bastante desuniforme


Veja texto da Emater

A colheita da soja avançou de 5% para 11% da área cultivada no RS, proporcionalmente ao encerramento do ciclo fenológico das lavouras. Os cultivos em enchimento de grãos totalizam 41% e em maturação, 39%.

No entanto, na maior parte do Estado, os rendimentos e a maturação seguem desuniformes, refletindo a variabilidade na distribuição das chuvas ao longo do ciclo, a qual afetou a eficiência operacional da colheita e a qualidade final dos grãos colhidos. 

Na região Centro-Oeste, nas lavouras mais afetadas pela estiagem, a produtividade (cerca de 500 kg/ha), o peso dos grãos e a qualidade estão menores. A ausência de chuvas, nas regiões de menor precipitação em 09/03, continua prejudicando as plantas em floração, em formação de vagens e em enchimento de grãos, e a insuficiência de volumes adequados de precipitações para a cultura preocupa os produtores, pois as perdas podem se agravar ainda mais. Nessas áreas afetadas pelo estresse hídrico, os grãos apresentam tegumento enrugado e coloração esverdeada. Em casos extremos, houve perdas devido à abertura de vagens e debulha e aumento significativo de demandas por cobertura de Proagro.

Nas lavouras afetadas pelo estresse hídrico de janeiro, mas beneficiadas pelas chuvas de fevereiro e início de março, observam-se vagens em diversos estágios, desde a formação inicial até enchimento completo do grão, além de emissão de novas folhas nas plantas. 

Já nas áreas que receberam precipitações regulares, as produtividades alcançam em torno de 3.300 kg/ha, mais próximas do potencial das cultivares.

Na maioria das áreas, foram concluídos os tratamentos fitossanitários, com foco em Doenças de Final de Ciclo (DFC), destacando-se a ferrugem-asiática. A incidência da doença nesta safra foi muito inferior à passada, mas as temperaturas amenas e o orvalho persistente durante as manhãs têm proporcionado condições ideais para a infecção e danos às lavouras mais tardias. Nos cultivos de maior potencial, são efetuadas aplicações preventivas com produtos de alto desempenho, priorizando áreas semeadas entre o final de dezembro e janeiro, que necessitam de proteção até abril. Há relatos de excelente eficácia de inseticidas e fungicidas biológicos, reduzindo, em muitos casos, a necessidade de misturas com pesticidas químicos. As temperaturas amenas contribuíram para diminuir a pressão de insetos, especialmente tripes.

A área de cultivo foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 6.729.354 hectares. A produtividade média está em 2.240 kg/ha, em decorrência da estiagem. 

Na região de Ijuí, da qual Crissiumal faz parte, nas áreas em colheita (7%), há ampla variação nos rendimentos. Na Região Colonial de Ijuí, a produtividade varia entre 480 e 1.700 kg/ha. Na Região Celeiro, os rendimentos são superiores, alcançando até 3.600 kg/ha, dependendo do estágio de maturação e da época de semeadura. Contudo, em municípios próximos ao Rio Uruguai, a escassez de chuvas recentes tem gerado preocupações entre produtores e técnicos, levando à revisão das expectativas de produtividade e a manifestações de alerta por parte das administrações municipais. No Alto Jacuí, estão em colheita os cultivos semeadas no início do zoneamento. A baixa precipitação dos últimos dias tem impactado negativamente as plantas em enchimento de grãos.

Fonte: Informativo Conjuntural EMATER / Foto: Guia Crissiumal

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
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