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Saúde - 20/10/2016 - HCC participou do I Simpósio Gaúcho da Síndrome da Zika Congênita


Evento foi realizado em Porto Alegre, na semana passada

 

O Hospital de Caridade de Crissiumal esteve representado no 1º Simpósio Gaúcho da Síndrome da Zika Congênita, na última sexta-feira em Porto Alegre/RS, com a participação da Supervisora de Assistência Hospitalar, enfermeira Elisete da Silva. O  objetivo deste evento foi capacitar e orientar os profissionais de saúde sobre como o Estado do Rio Grande do Sul está mobilizado em casos de notificação de Zika Congênita. São profissionais de diversas especialidades e multidisciplinares envolvidos nos estudos e pesquisas (geneticista, obstetra, pediatra, clínico geral, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, entre outros). 

 

A Vigilância Epidemiológica orienta sempre realizar a Notificação em Casos Suspeitos de Zika, e realizar um trabalho de educação permanente aos Agentes de Saúde, que são os multiplicadores de informações para a prevenção do mosquito Aedes aegypti. “Esse é o nosso começo para controle para as demais doenças, como a Dengue, Zika e Chikungunya”, orientaram profissionais do setor.

 

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, desde o início das notificações de microcefalia, em outubro de 2015, o Rio Grande do Sul registrou dois casos em recém-nascidos com relação à infecção pelo Zika vírus. Os bebês nascidos em 2016 são dos municípios de Esteio e Cachoeira do Sul e tiveram relação identificada com a infecção da mãe pelo vírus durante a gestação. A suspeita é de que as mulheres foram infectadas fora do Estado. A geneticista Lavínia Schüler explica que essas crianças foram atendidas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, referência para o diagnóstico, e encaminhadas para atendimento multidisciplinar nas redes públicas de suas cidades.

 

A enfermeira do HCC relata que durante o Simpósio, foram apresentadas algumas recomendações, algumas já conhecidas da população, mas que precisam ser contínuas. A principal recomendação a gestantes é a de adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes. Segundo a geneticista Maria Teresa Sanseverino, o primeiro trimestre da gravidez parece ser o de maior risco. "O cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes aegypti é para todo o período da gestação", alerta a especialista.

 

“O principal risco do Zika vírus é sua relação com a microcefalia, uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A doença é progressiva e não tem cura. Também não há tratamento específico, pois cada criança desenvolve complicações diferentes - entre elas, respiratórias, neurológicas e motoras. O acompanhamento por diferentes especialistas vai depender das funções que ficarem comprometidas”, explica a Supervisora do HCC.

 

A Vigilância e Assistência de Síndrome da Zika Congênita no Rio Grande do Sul enfatiza que os municípios possam realizar as notificações através do Registro de Eventos de Saúde Pública(RESP) a um fluxograma e Protocolo de triagem, encaminhado ao Ambulatório do HCPA (Hospital de Clinicas de Porto Alegre), onde profissionais capacitados vão realizar o acompanhamento dessas crianças.

 

Fonte/foto: HCC

Postado: Leila Ruver
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