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Texto de Opinião - 20/05/2021 - Dicas para auxiliar as famílias na alfabetização das crianças em tempos de pandemia


Por Samara Cristiane Hanauer Janke

Disponível em https://ocorreio.com.br/32626/

Estamos vivendo uma época que nunca havíamos vivenciado antes. Há mais de um ano estamos afastados da escola em virtude da pandemia do Coronavírus, que trouxe incertezas, medos, angústias e, as crianças em fase de alfabetização, estão sentindo as consequências deste distanciamento da escola. Mesmo que as famílias não poupem esforços para auxiliar as crianças em suas aprendizagens, algumas defasagens acabam acontecendo, mesmo sem querer.

Para tentar auxiliar as famílias neste momento, seguem algumas dicas úteis que podem ajudar as crianças em suas aprendizagens rumo a alfabetização na leitura e na escrita.

1 – Tente identificar o que a criança já sabe. 

Quando queremos ajudar uma criança a aprender algo, é preciso saber o que ela já sabe a respeito do que se quer ensinar. Através de conversas, questionamentos, brincadeiras é possível fazer uma avaliação diagnóstica e descobrir o ponto de partida para novas aprendizagens. Sem esta verificação é possível que, talvez, iniciemos as aprendizagens em pontos errados: trabalhando o que a criança já sabe ou então cobrando dela o que ainda não sabe.

2 – É preciso conhecer as letras do alfabeto.

O primeiro passo que uma criança precisar dar para iniciar o seu processo de alfabetização é reconhecer e fazer associações das letras do alfabeto. É importante que saiba o nome de cada uma das letras, associando a mesma a algum objeto, nome, animal, etc. Por exemplo: B de bola, S de sapo e assim por diante. A associação faz com que a criança lembre e tenha uma referência para o traçado da letra quando houver a necessidade de escrever ou dizê-la.

3 – Ensine a criança a fazer o som das letras do alfabeto.

Além de conhecer o nome das letras do alfabeto, é preciso que a crianças aprendam a perceber a sonoridade de cada uma delas. Cada letra possui um som característico. Esse conhecimento é fundamental para que a criança inicie sua alfabetização na leitura, pois quando lemos não dizemos o nome das letras, e sim usamos da sonoridade de cada uma, ligando-a a sonoridade das letras seguintes para pronunciar sílabas e palavras. Tal conhecimento também auxilia a criança em suas escritas.

4 – Para aprender a criança passa por níveis de conhecimento. 

Quando uma criança está em fase de alfabetização ela passa por vários níveis de conhecimento. Cada um desses níveis tem características específicas que devem ser valorizadas, mesmo parecendo que sejam difíceis de serem entendidas. Segundo o GEEMPA (Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia da Pesquisa e Ação), os níveis são os seguintes: pré-silábico 1, pré-silábico 2, silábico, alfabético e alfabetizado. Respeitar as características dos níveis faz com que as crianças aprendam de forma mais leve e eficaz.

5 - Valorize as tentativas e as produções da criança.

Valorizar as hipóteses (modos diferentes de percepção) de escrita e leitura das crianças em fase de alfabetização faz com que as mesmas se sintam inteligentes e portadoras de saber. Quando ela cometer erros, o melhor é não dar muita importância para o mesmo, pois quando o erro é evidenciado a criança pode se constranger e deixar de fazer as atividades. O melhor a se fazer é sempre dar mais ênfase aos avanços e progressos, estimulando o desenvolvimento e melhorando a autoestima e o desejo de aprender. Sempre é melhor elogiar do que criticar.

6 – Use a ludicidade para auxiliar a criança na aprendizagem.

A brincadeira é algo que fascina o mundo infantil e traz benefícios incontáveis. Quando nos utilizamos desse recurso para ensinar, a aprendizagem se torna mais prazerosa. Nos momentos de brincadeira, roda de conversa e diversão faça uso dessa ferramenta para melhorar e aprofundar conhecimentos já iniciados, como o conhecimento do alfabeto, sonoridade das letras, junção de sons para a formação de sílabas e palavras. Muitas vezes a criança nem percebe que está realizando uma atividade de aprendizagem, pois pensa que está brincando, tornando tudo mais fácil. A brincadeira diverte e ensina.

7 – Não dê respostas prontas, faça a criança pensar.

A criança é um ser humano em formação e por isso é muito questionadora e curiosa. Quanto ao processo de aprendizagem ela costuma fazer perguntas e espera sempre uma resposta pronta. Mas isso vai fazendo com que ela se torne dependente de alguém para realizar as atividades e fique com preguiça de pensar. Quando fazemos perguntas em vez de dar respostas prontas, fazemos com que a criança busque em sua memória conhecimentos já consolidados e, por si só, encontre a resposta para suas próprias perguntas. Quando damos respostas prontas pensamos que estamos ajudando a criança e nem percebemos o grande equívoco que estamos cometendo. A criança precisa ser ensinada a pensar.

 

SAMARA CRISTIANE HANAUER JANKE

Graduada em Pedagogia

Pós-graduada em Alfabetização e Letramento

Professora Alfabetizadora da Rede Municipal de Crissiumal

Tutora Presencial do Curso de Pedagogia do Pólo UNOPAR de Crissiumal

Postado: Leila Ruver
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