Veja fotos da histórica nevasca

A foto de Jones Maldaner, do arquivo de fotos históricas de Crissiumal, mostra o Moinho Fockink, ao lado do moinho Anivo, ao centro Walter Miguel e em cima do barranco Alceu Pedro, todos da família Fockink.
Em meio a chuva que voltou a região e a possibilidade de temporais dessa semana, o maior episódio de neve da história de Crissiumal (que se tem registro) completa 60 anos nesta quarta-feira.
No dia 20 de agosto de 1965, uma quinta-feira, Crissiumal e região foram atingidos pela neve em um dos maiores episódios de frio já registrados no estado. No Noroeste do RS a neve iniciou por volta do meio dia e seguiu nas horas seguintes.
Crissiumal ficou tomada pelos flocos brancos. Os telhados, as calçadas, os automóveis, tudo enfim, ganhou tons monocromáticos.
O saudoso meteorologista Eugênio Hackbart (em memória) da Metsul Meteorologia, há alguns anos atrás, falando no Blog da Metsul sobre o raro episódio, explicou que o clima no Rio Grande do Sul registra, em intervalos de mais ou menos 30 anos, no inverno, ciclos de frio e ciclos de calor. O episódio de intensa neve ocorrido em 1965, em toda a região Noroeste, Planalto, Campos de Cima da Serra, segundo consta no livro A Neve do Brasil, de Nilson Pedro Wolff, faz parte de uma série de registros das décadas de 50, 60 e 70, anos em que o ciclo de ar frio era muito intenso.
Pessoas de mais idade que vivenciaram aquele dia relatam que em Crissiumal que no início da nevasca tudo foi festa, já que se passava um momento único, mas que com o passar das horas o que era belo e inédito começou a preocupar, já que com os telhados não preparados para suportar o peso da neve acumulada, pás e enxadas tiveram que ser utilizadas para tirar a neve dos telhados, que já começavam a ceder em algumas residências pela grande quantidade de neve. Galhos das árvores também quebravam com o peso da neve, em um barulho melancólico.

A foto acima é de arquivo de Edson Hermes.

Já a foto acima, do arquivo da Igreja Evangélica Trindade, mostra a residência de Francisco Drebes, atual saída para Humaitá, em 20 de agosto de 1965.
Fonte: Guia Crissiumal
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |