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Vera Academia - 18/10/2013 - Coluna Vera Academia 18102013


O que o sono tem a dizer sobre o cérebro

 

Nos últimos anos, o interesse em pesquisas que investigam causas e consequências de madrugadas maldormidas cresce bastante e tem tudo a ver com novos hábitos e escolhas. As populações modernas estão encurtando cada vez mais o sono noturno. A privação crônica em escala mundial é alarmante. Para ter ideia, sondagens apontam que 70% dos habitantes da terra apresentam alguma queixa quanto ao sono, e o estresse e a ansiedade, não há como negar, têm grande parcela de culpa aí. A lista de distúrbios do sono propriamente ditos é vasta, passando por ronco, sonambulismo e apneia, condição que provoca interrupções na respiração durante a noite. O mais comum é a insônia, que mantém 30% da população adulta desperta. Trata-se da dificuldade de começar ou manter o sono, e passa a ser preocupante depois de três meses contínuos. A carência de descanso, não custa lembrar, é um perigo não apenas para o cérebro, mas para o corpo inteiro, já que baixa a imunidade e contribui para a obesidade, diabete, infarto...

 

Nem só de doença, aliás, vive a relação entre o sono e a cachola. Note que, às vezes, uma única noite tumultuosa é suficiente para um dia de mau humor e uma série de atitudes causadas por lapsos de memória, falta de concentração e confusões mentais. Durante o sono, ocorre a consolidação, a propagação e a reestruturação da memória. A massa cinzenta aproveita o tempo sobre o travesseiro para colocar a casa em ordem, repondo proteínas e neurotransmissores. 

 

Assim como os músculos, os neurônios precisam de repouso para se recompor. Portanto é prudente zelar pelo cochilo sob as cobertas pensando no desempenho do sistema nervoso, amanhã e daqui a muitos anos. Mas, aí, surge aquela pergunta: o que define um sono de qualidade? Três pontos devem ser considerados: quanto, como e quando a gente dorme. A recomendação diária é de oito horas é apenas uma referência, uns podem precisar de mais e outros de menos tempo para despertar renovados. De qualquer forma, a grande maioria dos estudos mostra que dormir menos de seis horas aumenta o risco de problemas de saúde. Uma boa medida é nossa disposição durante o dia. Fique alerta para cansaço, irritação e sonolência no meio da tarde pois são sinais de alarme.

 

ATITUDES QUE GARANTEM TANTO BOAS NOITES QUANTO UM CÉREBRO MAIS PROTEGIDO:

 

Exercite o corpo: o esporte praticado de forma moderada, no mínimo três vezes na semana, é uma estratégia para evitar o sono picotado e prolongar suas fases mais profundas. Mas procure malhar ao menos três horas antes de para a cama, pois o exercício ativa mecanismos que podem deixar o indivíduo mais agitado.

 

O que pôr no prato: alguns nutrientes fazem maravilhas pelo cérebro, caso das vitaminas do complexo B, encontradas em carnes, ovos e folhas verdes, elas auxiliam a preservar o bom humos. Tem ainda o ômega-3 dos peixes de água fria e da linhaça, matéria-prima para a produção de moléculas que blindam o sistema nervoso, e a colina da gema do ovo, substância envolvida na retenção da memória. Ah, pra dormir numa boa, já sabe, evite exageros no jantar.

 

Fumaça não: O cigarro tem um efeito estimulante parecido ao do café, e quem fuma tende a roncar mais.

 

Cuidado com o copo ou com a xícara: doses de café podem estragar os planos de uma noite de sono, embora isso varie de pessoa pra pessoa.  O álcool é outro inimigo tanto da massa cerebral como de um descanso tranquilo. Ele é um fragmentador do sono, prejudica as fases mais profundas e piora a apneia.

 

 

Postado: Leila Ruver
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