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Agricultura - 17/09/2026 - Tabaco brasileiro é aprovado em pré-inspeção para exportação à China


País asiático é responsável por importar US$ 577 milhões em fumo do mercado do Brasil

A safra de tabaco 2025/26 atendeu aos requisitos do protocolo bilateral de comércio entre Brasil e China. A Central Analítica da UNISC avaliou 52 lotes de sete empresas. As amostras foram examinadas para seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e o fungo conhecido como mofo azul. Não foram detectadas as pragas quarentenárias, resultado que permite o avanço do processo de exportação para o país asiático.

Segundo o representante líder da Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC), Fayu Huang, a inspeção foi efetiva e houve uma evolução significativa na qualidade do produto brasileiro, especialmente em relação ao NTRM (Non-Tobacco Related Material), expressão utilizada para designar materiais não relacionados ao tabaco. Ele destacou, no entanto, a importância de ampliar a conscientização para reduzir ainda mais a ocorrência desses materiais.

O presidente da China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB), Jin Quiang, comprometeu-se em reforçar, junto às empresas fornecedoras de tabaco, a importância do monitoramento e da rastreabilidade. Segundo ele, a exportação do tabaco brasileiro para a China depende da emissão do certificado pela GACC. Até a conclusão dessa etapa, as empresas devem manter os cuidados necessários para garantir a segurança do produto durante a fase final de armazenamento.

 

Segundo maior destino

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, reforçou a relevância do mercado chinês para o setor de tabaco brasileiro. Em 2025, a China foi o segundo maior destino do tabaco brasileiro, com importações de aproximadamente US$ 577 milhões.

“Para o SindiTabaco e para nossas sete empresas associadas que exportam volumes para a China, esse é um momento de grande relevância. A China é um dos nossos principais mercados e estamos sempre atentos ao cumprimento do acordo estabelecido”, afirmou.

Thesing também destacou que a eliminação de NTRM continua sendo uma preocupação do setor. “Recentemente lançamos uma nova campanha de conscientização para evitar ao máximo a contaminação do tabaco com materiais estranhos. Também nos comprometemos a reforçar o monitoramento e a rastreabilidade do nosso produto, de modo a ampliar a segurança e o cumprimento do acordo”, reforçou o presidente do SindiTabaco.

 

Tabaco Limpo

O Programa Tabaco Limpo busca conscientizar os produtores sobre a necessidade de adotar medidas para evitar que materiais estranhos sejam misturados ao produto durante o manejo da lavoura, a colheita, o armazenamento, a classificação ou o enfardamento. Entre os materiais que podem ser encontrados estão fios de sacaria de ráfia e plástico, capins e outras partes de vegetais, penas, insetos, pelos de animais, papéis, isopor e barbantes.

 

Fonte: Correio do Povo

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
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