Veja o Boletim da Emater/RS

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área prevista para a safra 2026 e já está praticamente concluída na região Noroeste. O avanço é mais lento no Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento agrícola permite o plantio até o fim de julho. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado nesta quinta-feira (16/7).
As lavouras de trigo encontram-se predominantemente em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento. Segundo a Emater, as baixas temperaturas favoreceram essa fase da cultura e o aumento da incidência de radiação solar contribuiu para melhorar o desenvolvimento e o aspecto das plantas. Para a safra 2026, a estimativa é de cultivo em 814.220 hectares, com produtividade média de 2.701 quilos por hectare.
Na canola, as lavouras apresentam desenvolvimento considerado satisfatório. A maior parte permanece em fase vegetativa, enquanto 6% das áreas já estão em florescimento e pequenas parcelas iniciam o enchimento de grãos. Embora as geadas recentes possam ter provocado danos, os efeitos ainda dependerão da evolução das plantas. A sanidade das lavouras é considerada adequada e os produtores intensificaram a adubação em cobertura. A área estimada para a cultura é de 353.397 hectares, com produtividade média prevista de 1.619 kg/ha.
O plantio da aveia-branca está em fase final, restando apenas áreas de maior altitude. As lavouras apresentam bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo, com perfilhamento e elongação do colmo nas áreas mais precoces. As temperaturas amenas e o aumento da radiação solar favoreceram o crescimento das plantas. De forma geral, não há registro de problemas fitossanitários relevantes, e os produtores seguem realizando os manejos de rotina. A área estimada é de 387.697 hectares, com produtividade média de 2.322 kg/ha.
Na cevada, a implantação está praticamente concluída em todo o Estado, permanecendo em andamento apenas nas regiões onde o calendário de semeadura ainda permite o avanço das operações. Apesar de o excesso de umidade e da menor incidência de radiação solar terem desacelerado o desenvolvimento inicial, os dias mais ensolarados registrados no período favoreceram a recuperação das lavouras. Os produtores concentram o manejo no monitoramento fitossanitário, principalmente diante das condições favoráveis à ocorrência de doenças fúngicas foliares. A Emater projeta uma área de 20.320 hectares e produtividade média de 3.020 kg/ha.
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