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Vera Academia - 17/07/2015 - Coluna Vera Academia 17072015


Exercícios físicos na infância: qual é o limite?

 

 

Que os exercícios físicos trazem benefícios em todas as fases da vida, incluindo a infância, está mais do que comprovado. Em resumo, nessa fase, as atividades que exigem movimento fortalecem os ossos, os músculos e os órgãos, além de evitar a obesidade. Outra vantagem está no reforço da imunidade. Entre os benefícios estão o aumento do apetite, a melhora do sono, das condições respiratórias e do bem estar em geral, o que também ajuda a prevenir doenças. Por último, movimentar o corpo favorece a produção doshormônios de crescimento.

 

No entanto, uma série de dúvidas cerca a prática esportiva nos primeiros anos. Muitos pais acreditam que alguns esportes podem afetar o desenvolvimento das crianças: ginástica olímpica é um exemplo clássico. A preocupação tem fundamento, uma vez que crianças e adolescentes estão em fase de crescimento e, por isso, são menos resistentes a cargas e mais vulneráveis a lesões físicas. O fechamento das epífises (extremidades) dos ossos pode ser acelerado com cargas de treinamentos excessivos, sendo que crianças e pré-adolescentes não suportam as adaptações necessárias principalmente para os exercícios de força, saltos e giros.  Além disso, tal excesso poderia causar alterações hormonais e, de fato, afetar o crescimento. Mas esse efeito colateral está relacionado à intensidade e ao volume dos treinos de qualquer modalidade, não apenas da ginástica olímpica.

 

Outra crença comum é de que certos esportes, como natação e basquete, tornariam as crianças mais altas quando adultos. A altura final que uma pessoa irá alcançar é determinada geneticamente, independentemente da modalidade física que ela praticar. A natação, uma vez que não propicia nenhum tipo de estresse mecânico e não sofre a ação da gravidade, realmente deixa o aparelho motor livre. Mas não chega a alterar o potencial genético. 

 

Como seu filho pode tirar proveito dos esportes desde cedo sem riscos para o desenvolvimento, então? Em primeiro lugar, é necessário evitar sobrecargas inadequadas à faixa etária da criança. As atividades físicas devem ser realizadas desde cedo, até porque as crianças se expressam pelo movimento. A iniciação esportiva, no entanto, tem de começar entre os 5 e 6 anos de idade, e de maneira lúdica. Até a puberdade, elas devem apenas ‘brincar de’ e não treinar de verdade. Isso porque cobranças por resultados podem levar à desistência precoce, considerando que as crianças não estão psicologicamente preparadas para tanto.E, em vez de se especializar em apenas uma prática desde pequeno, quanto mais esportes o seu filho tiver acesso, melhor. O “rodízio”, de acordo com os especialistas, favorece o que eles chamam de ampliação do acervo motor da criança e o prazer pela prática esportiva. Assim, ao ter a oportunidade de desenvolver todas as suas habilidades, aumentam as chances de a criança se tornar um adulto ativo e saudável.

Postado: Leila Ruver
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