Professora na Escola Madre Paulina
Para viver em sociedade, o ser humano não necessita apenas de inteligência. Precisa viver segundo a ética, participando ativamente das regras de convivência. É no ambiente familiar que o mesmo desenvolve sua indenidade e o limite faz parte dessa formação.
Colocar limites é fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direito dos outros, também é um modo de ajudar a criança a modificar o seu comportamento, sem prejudicar a sua autoestima. Auxiliam na superação de problemas com equilíbrio e maturidade.
A criança que não aprende a ter limites, cresce com uma deformação na percepção do outro. Só ela importa; o seu querer, o seu bem-estar. A falta de limites também gera angústia, incerteza, culpa, revolta, sensação de impotência e muitas vezes agressividade, o que pode levar a um comportamento inadequado.
Os limites fazem parte da formação da criança, não só em termos de comportamentos apropriados ou não, ou em determinadas situações; mas também, em relação aos valores que, futuramente, vão nortear suas decisões sobre o que é certo ou errado.
É característica da criança que seu desejo seja ilimitado, com fantasias de tudo querer e de tudo poder. Só com o desenvolvimento, com a ajuda do adulto e tendo limites, é que a criança pode ir aprendendo a restringir certas vontades e aceitar que existe um momento para cada atividade.
Essa tarefa não é fácil, porque exige que os pais os responsáveis pela educação e orientação de seus filhos estejam seguros do que estão fazendo, ajam de forma coerente com aquilo que dizem e cumpram com as promessas que fazem. Assumindo o seu papel, oferecendo-lhes amor e impondo limites.
É preciso dizer sim, sempre que possível e não sempre que necessário.
Profª Dinara Canabarro
Postado: Leila Ruver| Tweet |