Homenagem foi marcada por carinho e muita emoção
Um dos pontos mais emocionantes até agora do III Festival Internacional de Folclore de Crissiumal aconteceu na noite dessa terça-feira (17/02) no Clube Aquático Dourados.
Brasileiros, argentinos, chilenos e mexicanos se reuniram para homenagear Zilda Diel Rupp, em uma comemoração pelos seus 87 anos, completados no mês de janeiro.

Com organização impecável, Zilda chegou ao CAD em um dos veículos antigos da coleção do empresário crissiumalense Chico Lindner (um Volkswagen Karmann Ghia), onde foi recepcionada pelo filho Leandro (diretor e coreógrafo do GEMP) e Luzia, também por uma banda de Mariachis Mexicanos, além dos convidados.
Seu histórico foi lido, e todas as nações cantaram parabéns a homenageada, lhe entregaram presentes e lhe fizeram apresentações de música e dança.

O prefeito Marco Aurélio Nedel, a primeira-dama Vera Trasel Nedel e o vereador Paulo Cavalcanti estiveram presentes no evento.
Zilda, é uma das maiores entusiastas por cultura que esse mundo já viu. Quando criança, quis fugir com o circo, quando adolescente, quis ser atriz, quando adulta, quis ser mãe e quando já não planejava mais filhos teve o temporão, que a colocou no palco.

Em 1994, Zilda e Leandro foram plateia do Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo/RS e voltaram para Crissiumal planejando fazer muito folclore, logo a casa deles se transformou em um verdadeiro ateliê de trajes típicos, onde Zilda passava as noites costurando e bordando.
Por muitas vezes, a dificuldade era tanta que Leandro, na época com 15 anos pensou em desistir, mas sua mãe nunca considerou essa hipótese, segundo ela, não se pode desistir daquilo que nos faz feliz.
Começaram a girar pelos palcos do sul do Brasil e, em 2009, lá estavam eles em mais um Festival Internacional de Folclore, e desta vez, eram eles os estrangeiros, representando o Brasil na Europa. Juntos do GEMP, Zilda e Leandro giraram o mundo, passando por palcos da Europa, Ásia e América do Norte.
Em fevereiro de 2014, Zilda sofreu um grave AVC que lhe furtou a fala e a capacidade de escrever, mas não a vontade de seguir com o GEMP. Com o passaporte vencido, eles agendaram a renovação e só neste momento que Leandro se dá conta de que a mãe não poderia assinar o documento. Sem poder falar, Zilda tomou a caneta na mão e assinou seu nome razoavelmente bem. Quando chegaram em casa, Leandro encontrou um caderno com incontáveis páginas rabiscadas, e, folheando-as, observou o avanço de rabiscos até completarem o nome: Zilda Diel Rupp. E naquele ano, mais uma vez, Zilda assistiu os trajes que costurou encantarem os palcos da Europa.
Assista no topo nosso vídeo, da transmissão ao vivo da homenagem.
Postado: Clecio Marcos Bender Ruver| Tweet |